quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

VENCENDO OS CICLOS DE DESONRA

O povo de Israel, depois da morte de Josué, passou três séculos vivendo ciclos de desonra: obedecia a Deus; se afastava de Deus; para alertá-los, Deus permitia que um inimigo os oprimissem; o povo se arrependia, pedia libertação, Deus levantada juízes. Quando o juiz morria... Voltavam a viver o ciclo de desonra novamente.




Desonra é tudo aquilo que é causa de vergonha, de humilhação (É o oposto da honra: algo que se sobressai; aquele ou aquilo que se distingue por suas características). Normalmente, os ciclos de desonra ocorrem com pessoas que vivem a apostasia da fé, ou seja, rejeitam ou se afastam de Deus após tê-lo conhecido.

Durante sete anos, o povo de Israel foi oprimido pelos midianitas. Todos os anos, os midianitas roubavam os mantimentos, os animais e deixavam os israelitas sem nenhum meio de sobrevivência. Por causa disso, eles desenvolveram covas nas cavernas, nas montanhas para esconder o mantimento (os lagares). E, também, clamaram a Deus pedindo libertação. Gideão foi o quinto dos juízes ou libertadores.

Talvez você esteja vivendo um ciclo de desonra por causa de um problema na família ou devido ao maior problema de todo homem: o pecado. Veja como Gideão libertou o povo de Israel deste círculo vicioso.

O CHAMADO

O chamado de Deus na vida de Gideão foi para romper o ciclo de desonra do povo de Israel. Juízes 6:11-16

Vv. 11- Situação de Gideão, com medo, o trigo era malhado na eira (espaço amplo e arejado). Ciclos nos levam a esconderijos, lugares de medo. O medo era uma condição não só de Gideão, mas de todo o povo.

Vv.12- Deus sempre diz o que você é, embora você não pense assim. “Eu sou contigo”, Ele é o Emanuel: Deus conosco.

Vv.13- Gideão mostra sua insatisfação, desespero. Não acreditava que Deus estava com ele.

Vv.14- Deus sempre acreditando no homem e dizendo: “Eu já te enviei”, “use a força que você tem”.

Vv.15- Gideão reconhecendo-se pequeno, insignificante e com pouca força.

Vv.16- A promessa de Deus: “Você não precisa de muito”. Na verdade, Deus só precisa de um intercessor.

Em seguida, ele pediu vários sinais e Deus confirmou o seu chamado. O mais importante aconteceu: Ele foi... e o Espírito Santo o revestiu do poder de Deus.

O TREINAMENTO

A missão de Gideão começou na sua própria casa. Deus pediu a ele para destruir o altar que o seu pai fez a baal. Ele derrubou o altar de baal e construiu um para Deus. O povo quando descobriu ficou irado e o pai de Gideão o defendeu dizendo: “se esse deus Baal não consegue se defender de alguns homens, não merece ser defendido por mim”. Vv.25-26. Que maravilha! Gideão conseguiu fazer sua família aliada ao seu chamado.

Josué também conseguiu isto, ao dizer: “eu e minha casa serviremos” (Js 24:15). Influencie também sua família a servir ao Senhor.

O DIA MAIS IMPORTANTE

O dia de libertar o povo do jugo dos midianitas para sempre. Gideão se tornou um juiz, líder, libertador do povo. Sua missão agora era levantar outros para essa missão. Todos passaram por uma seleção. Por que uma seleção? Para que a glória seja de Deus e não dos homens.

O exército dos midianitas era de 135 mil e dos israelitas de 32 mil. Eram 4 contra 1. Na primeira fase da seleção em Juízes 7:2-3, Deus disse que os medrosos e tímidos retornassem. O resultado foi que 22.000 homens voltaram para suas casas. Eram pessoas que não haviam saído da covardia e do medo. Muitas vezes, o medroso e o tímido amam mais a si mesmos e tem medo de errar, medo de sofrer. Agora, ficou 13,5 contra 1.

Na segunda fase em Juízes 7:4-6, Deus pediu para Gideão observar a forma como eles iriam beber água no rio. Isso é importante: “Pequenos detalhes revelam nossa situação real”. Tanto árabes como judeus tinham o hábito de beber água de duas maneiras:

1) desciam a bagagem e se ajoelhavam para beber;

2) bebiam água com as mãos para não perder tempo na estrada e se prevenir dos assaltantes.

O resultado é que 9700 se ajoelharam para beber e, por isso, retornaram para casa. Deus disse que ficassem apenas os 300. É isso, quem quiser seguir a Jesus, pegue a cruz e siga-o.

Agora, ficou 450 contra 1. Para Deus, esse era o número ideal para que os homens não confiassem em si mesmos, mas no Senhor. Não confie em números, grandes multidões não são evidência da aprovação de Deus, vamos nos gloriar na cruz de Cristo (Gálatas 6:14).

Não se glorie. Você não precisa falar de você mesmo, deixa as pessoas falarem bem de você, assim como aconteceu com Gideão. Ao espiar os midianitas, estes diziam que Deus havia dado sua própria terra a Gideão. Juízes 7:13-14.

Os israelitas foram à guerra com buzinas (trombetas) e cântaros com tochas nas mãos. A ordem era tocar a trombeta e quebrar os cântaros. E gritar: Espada do Senhor e de Gideão. Quando fizeram isso os midianitas ficaram imóveis, em seguida, se agitaram e começaram a se destruírem entre si. Depois, o povo de Deus os perseguiu e conseguiu destruí-los, vencendo assim o ciclo de desonra.

CONCLUSÃO

O chamado de Deus na vida de um homem é muito importante para que este vença o ciclo de desonra.  Você quer sair desse ciclo de desonra? Para isso, Deus quer fazer de você líder de si mesmo. Ou então, prepará-lo para liderar outros e ajudá-los a saírem do ciclo de desonra junto com suas famílias e a sociedade.

Que o Senhor libere sobre vocês suas promessas: a) Eu sou contigo, filho(a) valoroso(a). b) Use a força que você tem. c) Confie em mim.


Me. Willams

22/01/2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O DESAFIO DE SER DISCÍPULO HOJE

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”. Marcos 8:34.

A identidade do discípulo de Jesus é um dos assuntos mais discutidos atualmente nas igrejas. Um aspecto que influencia a formação da nossa identidade é a visão que temos de nós mesmos. Muitos cristãos precisam da mente de Cristo para pensar como discípulo. Esse tem sido um grande desafio nos dias de hoje: pensar como discípulo de Jesus. Quem tem a mente de Cristo não só confessa a Jesus como Salvador, mas segue a Cristo todos os dias da sua vida.





“Em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. Atos 11:26b

O humanismo está se infiltrando dentro das igrejas e bloqueando a mente dos cristãos para não pensar como discípulo de Jesus. Enquanto o ateísmo não aceita a Deus, o humanismo ignora e despreza ao Senhor. Por isso, precisamos de fé para suportar. Não esqueça: A fé não é para empreender, mas é para suportar.

Mentalidades que se opõem à mente de Cristo:

- Mente secular. Uma pessoa que vive de maneira secular separa a vida em “departamentos”. Por exemplo, os dias de trabalho, os dias de lazer, o dia de ir (e ser) à igreja etc. Este tipo de mente não tem Jesus como Senhor, pois quando você é a igreja, o corpo de Cristo, Jesus será Senhor em todos os momentos da sua vida. A pessoa de mente secular costuma se curvar diante das várias situações que surgem no seu dia a dia.

- Mente racional. Essa mentalidade não anda pela revelação da palavra de Deus e tem dificuldades em reconhecer a ação do Espírito Santo. Para o racional, muitas coisas do mundo são vistas de forma inofensiva (Tiago 4:4). Ele gosta tanto de informação que confunde informação com revelação da palavra de Deus. Gosta de receber revelação do tipo fast food. Tal pessoa precisa deixar de ser apenas um consumidor da palavra de Deus (aquele que recebe e não transfere a mensagem).

- Mente materialista. A pessoa materialista tem o pecado da avareza, do apego aos bens materiais. Normalmente, é apegada ao dinheiro e tem este como prioridade. Nós sabemos que “o problema não é ter posse de bens, mas é ter o coração neles”. Tais pessoas precisam aprender a desfrutar a vida na jornada.

- Mente hedonista. O propósito do hedonista é buscar aquilo que lhe traz prazer. É a mentalidade daquele que se auto-preserva, do acomodado e do preguiçoso. O hedonista busca viver um evangelho em que o homem e os seus prazeres e paixões estão no centro. Ele se opõe a qualquer tipo de sacrifício, isto é, se opõe à cruz.

Pelo contrário, o discípulo de Jesus deve ser abnegado e seguir os ensinamentos do mestre em Marcos 8:34-38

“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”.

Boa semana a todos,

Pr. Mauro Junior

15/01/2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

JESUS ERA UM LÍDER DE JOVENS

    Muitas pessoas se esgotam ao liderar jovens e adolescentes. E com razão, eles são muito intensos. Eles estão em todo lugar e onde estão têm movimento, barulho, wi-fi, debate de pontos de vista, diferentes estilos de roupa, cabelo etc.

Quando digo para as pessoas que sou líder de jovens há 6 anos, algumas balançam a cabeça e demonstram certo pesar. Se eu pudesse ler suas mentes, acho que poderia ouvir: “Você é louco, mesmo que me pagasse um bom salário, não trabalharia com jovens”. Apesar desta opinião das pessoas, quero dizer que é muito bom estar envolvido no movimento e na confusão da vida da juventude.

Acredito que Jesus sabia muito bem o que era isso. Segundo os historiadores, muitos dos discípulos de Jesus eram homens jovens, alguns, provavelmente, ainda estavam na adolescência. Por isso, podemos enfatizar: JESUS ERA UM LÍDER DE JOVENS! Que massa!


O exemplo bíblico de Pedro mostra o que é ser mentor de um jovem ou adolescente.

Pedro era impulsivo. Como o garoto do meu grupo de jovens que colocou pimenta na boca de outra adolescente no retiro de Encontro com Deus, Pedro cortou a orelha de Malco. Jesus balançou a cabeça e, em seguida, restaurou milagrosamente a orelha de volta.

Pedro disse coisas sem pensar. Como vários jovens que, em momentos sérios ou de brincadeiras, dizem coisas que denomino #desnecessárias. Em alguns jovens, o tempo entre o pensar e o falar é bem pequeno. Mesmo assim, Jesus amava e conduzia a Pedro suavemente (e, às vezes, não tão suavemente).


-  - Pedro era oportunista. Jesus lhe ensinou com seu próprio exemplo a ser paciente e humilde. Em seguida, Jesus liberou a palavra de que ele seria um dos construtores da igreja.

Pedro deixava as pessoas de fora (sentimento faccioso) e causava problemas. Ele seria expulso de muitos grupos de jovens atuais. No entanto, Jesus percebeu o seu potencial e ativou sua vida ministerial por meio de um discipulado paciente.

Nós podemos aprender muito com Jesus, o maior pastor de jovens. Ele dedicou sua vida, serviu, sofreu e ajudou seus discípulos a conhecerem o Caminho. Esse deve ser o nosso trabalho também.

* Este texto foi baseado na minha experiência, como líder de jovens na Missão Apostólica da Restauração, e na de Josh Griffin, líder de jovens há mais de 20 anos na Saddleback Church.