sábado, 3 de dezembro de 2016

"TENHO UM PROPÓSITO, MAS JÁ TIVE 3 MESES"

Uma das notícias trágicas desta semana foi a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gestação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Devido a decisões como esta, o Supremo tem sido alvo de críticas por estabelecer padrões em assuntos que a legislação brasileira não é específica. Contrários às questões jurídicas e filosóficas apresentadas nas justificativas do STF, os defensores da vida, os cientistas e as lideranças religiosas e políticas acreditam que a vida humana já começa na concepção. Tal debate gerou postagens nas redes sociais, por aqueles que são contra o aborto, com a seguinte Tag “Tenho XX anos, mas já tive 3 meses”, referindo-se ao tempo limite para a realização da prática abortiva.



#AbortoNão


Nós, cristãos, acreditamos que as leis humanas não são capazes de mudar a essência das coisas determinadas por Deus. O aborto até o primeiro trimestre pode deixar de ser crime, mas nunca deixará de ser pecado. Está escrito: “Cobriste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139:13-16).


A palavra de Deus mostra que nosso destino foi determinado pelo Pai Celestial antes do período de três meses de gestação; para Ele, nós já existíamos. O Senhor soprou sobre nós o fôlego de vida para estabelecermos seu Reino na terra. Mas, o mundo tenta impedir isto, pois é contra os propósitos de Deus e, consequentemente, contra os propósitos dos filhos e das filhas de Deus.


O Blog “Um Propósito para Viver” aproveita para compartilhar o vídeo “O Grito Silencioso”, produzido em 1985 pelo Dr. Bernard Nathanson, médico americano que chegou a ser conhecido como o "Rei do Aborto". O vídeo mostra o que acontece durante um aborto, como o feto se defende para não ter seu corpo dilacerado. Após assistir este filme, muitos defensores do aborto mudaram radicalmente de opinião. 




Depois de assistir este filme, não tem como ser a favor do aborto. 


sábado, 26 de novembro de 2016

O Blog

O blog “Um Propósito para Viver” é uma resposta ao coração dos filhos e das filhas de Deus. As ideias, experiências e materiais compartilhados ajudarão a compreender o maior anseio da criação: o propósito de Deus. Aqueles que compreendem os propósitos de Deus e aplicam em suas vidas diminuem a ansiedade, a dispersão e a agitação de buscar a todo momento coisas novas. Quando a vontade de Deus não é comunicada, as pessoas criam e defendem seus próprios interesses. 


Você não deve criar os propósitos, mas sim descobri-los. “Muitos são os planos do coração do homem, mas é o propósito do Senhor que permanecerá”. Pv 19:21. 


propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Efésios 4:14-15.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Os Propósitos da Igreja


Rick Warren, pastor e escritor norte-americano, fundador da Saddleback Church na Califórnia e autor do livro “Uma Igreja com Propósitos”, afirma que os propósitos da Igreja do Senhor estão na palavra de Deus, mas podem ser identificados nestes dois grandes textos bíblicos:


O Grande Mandamento: Respondeu Jesus: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo como a si mesmo'. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas". Mat 22:37-40.


A Grande Comissão: “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". Mat 28:19-20.


De uma forma mais sistemática, os propósitos da Igreja são:


1- Relacionamento (Evangelização): “Ide e fazei discípulos”


2- Adoração: “Amar ao Senhor sobre todas as coisas”


3- Comunhão: “Amar ao próximo como a si mesmo”


4- Discipulado: “Ensina-os a guardar”


5- Destino (Serviço): “Estarei com vocês até o fim dos séculos”


“Um grande compromisso com o GRANDE MANDAMENTO e a GRANDE COMISSÃO fará surgir uma grande igreja” (Rick Warren)


IMPORTANTE: Há várias maneiras de dizer a mesma coisa, por isso preferimos utilizar outros termos para falar de “evangelização” e “serviço”, pois, de acordo com a realidade de cada igreja, eles podem ser substituídos por sinônimos, como relacionamento, alcance, honra, missão, maturidade etc.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Propósito do Relacionamento

Relacionamentos que transformam



Para entender o propósito do relacionamento (ou, evangelização), você precisa responder a seguinte pergunta: “Quanto vale uma vida?”. A base do relacionamento é o valor humano, e não se mede o valor de uma pessoa pela profissão, renda, boa aparência, personalidade etc. Os dois fundamentos do valor humano foram a “criação” e a “redenção”: “criação” porque o homem foi feito a Sua imagem e semelhança no princípio, e “redenção” porque na cruz Cristo abriu caminho para o homem herdar o céu.


Em Atos 20:28 diz: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue [do seu Filho]”. Este texto bíblico faz referência à Trindade, mostrando que Pai, Filho e Espírito Santo estão comprometidos com as pessoas, e nós podemos nos envolver nesta missão quando apascentamos as “ovelhas”.  Cuidar das “ovelhas” é um privilégio para todo homem e mulher de Deus, mas, para ser excelente neste ofício, precisamos ser pessoas que se relacionam bem.


Colossenses 3:17,23 ensina a como ter um bom relacionamento com as pessoas. O texto fala de fazermos coisas no nome do Senhor, como seu representante ou procurador e, também, de fazermos coisas para o Senhor como seus servos. No primeiro versículo, devo tratar meu próximo como se eu fosse Jesus Cristo, e, de acordo com o segundo, devo tratar meu próximo como se ele fosse Jesus Cristo. Podemos concluir que tanto devo dar o respeito e a atenção que Jesus lhe daria, como devo dar o respeito e a atenção que eu daria a Jesus. Desta forma, JESUS ESTARÁ EM AMBAS AS PESSOAS. Se um destes princípios já é revolucionário, a aplicação dos dois será mega revolucionário. Veja Cristo em cada pessoa.


Pergunte-se: O que faria Jesus em meu lugar? Como Ele trataria as crianças, as mulheres e os necessitados? Qual honra Jesus deveria receber?


Quando você sabe se relacionar bem com as pessoas, sua vida será a maior pregação para evangelizá-las. A evangelização não se resume a uma estratégia, mas é um processo. Hoje, não temos recursos para criar programas atraentes o suficiente para competir com o mundo. Porém, temos UMA MENSAGEM que transforma vidas (a verdade da Palavra de Deus) e RELACIONAMENTOS AFETIVOS com os quais o mundo não pode competir.


Desenvolva uma atitude evangelizadora. Em Mateus 9:12-13, Jesus disse: "Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes (...). Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento". O Mestre ensina a voltar-se para os pecadores e não para os bons. Muitos ministérios e igrejas fazem um excelente trabalho em agradar os bens e um trabalho medíocre em alcançar os perdidos. Esse conflito entre alcançar o perdido ou agradar os membros da igreja precisa de uma decisão. Se seu ministério não está desagradando os bons, provavelmente você não tem uma atitude evangelizadora. Infelizmente, algumas igrejas colocam o propósito da limpeza acima do propósito da evangelização. 


Evangelizar o perdido é uma tarefa difícil, mas precisamos fazê-la de qualquer forma. Ou seja, não podemos desistir de tentar. A evangelização é árdua por causa do inimigo, a salvação eterna é motivo de uma batalha espiritual muito real, porque Satanás não quer que ninguém seja bem-sucedido ao levar outros a Jesus. A evangelização é algo indiscutível, precisamos encará-la como um mandamento.




O desejo de Deus é que todos se salvem (1 Tm 2:4) e o meu desejo é que a igreja ame as vidas, que tenha compaixão pelos perdidos (Lc 15:7) e seja uma luz que brilha de maneira que outros sejam levados a glorificar a Deus (Mt 5:16). Não espero que todos se tornem líderes de células, nem evangelistas consagrados, mas que todos tenham interesse pelos amigos perdidos, orem por eles e os conquistem para a Reino. 


NÃO ESQUEÇA: Não crescer é o mesmo que condenar nossos amigos não-cristãos ao inferno. É dizer que eles não são importantes e não merecem nossos esforços.


Nas próximas postagens, apresento estratégias de relacionamento que levam salvação e transformação para a vida de familiares, amigos, colegas e, até mesmo, pessoas desconhecidas. 

 

O Propósito da Adoração

A palavra adoração no dicionário tem vários significados: render culto, amar ao extremo, gostar muitíssimo, reverenciar etc. No original grego, a palavra “Proskuneo” tem o significado de prostrar-se, vergar-se, obedecer, mostrar reverência, homenagear, louvar e beijar. Acrescento mais alguns significados à palavra adoração: elogiar, sacrificar e guerrear no reino espiritual.



O adorador é uma pessoa que AMA a Deus sobre todas as coisas. Um dos porquês da fundação da Igreja é a ADORAÇÃO A DEUS. Este propósito pode ser realizado de forma individual, mas também você pode contribuir para que outras pessoas adorem a Deus.


O Mestre Jesus ensina a como levar uma pessoa a adorar a Deus em João 4:1-30, na conhecida história da mulher samaritana.


Nesta história, Jesus sentiu compaixão dos samaritanos. Judeus e samaritanos se desprezavam porque os samaritanos eram um povo de sangue e religião misturados, apesar de conhecerem o Pentateuco e “adorarem” a Deus (II Reis 17:33). Jesus andou um longo caminho porque tinha o desejo de salvá-los. Quando a bíblia diz: “Era-lhe necessário atravessar a província de Samaria” (Vv.4), mostra uma necessidade divina de salvação. Ele quebrou as barreiras sociais da época, rompeu o silêncio mostrando que Ele tinha uma necessidade. Ele disse: “Dá-me de beber” (Vv.7). Jesus ganhou a confiança da mulher ao revelar sua sede.

 

Em seguida, Ele sugeriu que a mulher também tinha uma sede, uma necessidade mais profunda (Vv.10) e que o vazio da sua alma poderia ter sido satisfeito (Vv.13-14). Isso gerou na mulher samaritana uma curiosidade. Com discernimento, Jesus tratou seu pecado revelando quem ela era. Tratou seus pecados mais íntimos (Vv.16-18). 


Depois, ensinou sobre a adoração (Vv.21-23). A adoração não estará mais limitada a um espaço e tempo específicos (Monte Gerizim ou em Jerusalém uma vez ao ano); não existe um estilo particular de adoração; mas, dois requisitos: em espírito (do homem e de Deus) e em verdade. A adoração “em espírito” é um estilo de vida para com Deus. “Em verdade”, em obediência a palavra. A mulher ao aprender sobre adoração, não foi fechar-se no seu quarto, ou em seu altar secreto, não foi compartilhar o que aconteceu com um só homem, mas com toda uma cidade. Ela colocou um pensamento em suas mentes: “será que esse não é o Cristo?”.


O propósito da adoração não se limita a canções, mas, na verdade, é a nossa forma de expressar amor a Deus. Nós comunicamos nosso amor por meio de orações, músicas, ofertas, testemunhos, agradecimentos e da mensagem da Palavra. Os cristãos salvos, batizados, nascidos de novo já são adoradores. Quem precisa realmente aprender sobre adoração são as pessoas que visitam nossas igrejas nos cultos de domingo e que ainda não desenvolveram um relacionamento diário com Deus.


Nas próximas postagens, apresento estratégias de adoração a serem aplicadas na igreja de forma a conduzirem visitantes e pessoas menos comprometidas a desenvolverem uma vida de adoração a Deus. 


O Propósito da Comunhão

O propósito da comunhão consiste em cuidar de cada pessoa em pequenos grupos (no caso, as células). Quando as pessoas se tornam crentes, normalmente pela evangelização, elas são recebidas na comunhão dos cristãos. O texto de Efésios 2:19 diz: “Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus”. Deus nunca teve a intenção de que os cristãos vivessem isolados, mas em comunhão com outros crentes, sendo identificados como o corpo de Cristo.



Cuidar das pessoas significa dedicar-se a ajudá-las a crescer no seu relacionamento com Deus. O crescimento espiritual mais mensurável e substancial observa-se entre pessoas que possuem relacionamentos estáveis, responsáveis e saudáveis com outros discípulos. Esses relacionamentos são conquistados por meio da comunhão. A verdadeira comunhão ocorre na igreja quando as pessoas são conhecidas, cuidadas e encorajadas em sua caminhada espiritual.


Muitas vezes usamos indiscriminadamente e de forma generalizada a palavra comunhão para comunicar tudo o que fazemos juntos com os irmãos da igreja. No entanto, essa palavra tão utilizada parece carecer do significado de comunhão apresentado no Novo Testamento. Na igreja antiga, a comunhão era mais uma questão de entrosamento do que de entretenimento. Ela incluía o comungar (1 Jo 1:7) e o repartir o pão (At 2:42) com os outros crentes, bem como o desenvolvimento da intimidade com Cristo (1 Co 1:9) e com outros crentes (Gl 2:9). O modo mais eficaz de alcançar a comunhão bíblica na vida das pessoas é buscar a participação delas nas células (pequenos grupos). Uma célula de sucesso coloca as pessoas em contato com as outras criando um senso de comunidade.


As pessoas costumam perguntar: “O que fazer para que meu grupo de célula cresça?”. A resposta é: “Tome conta das pessoas que Deus confiou em suas mãos. Cuide bem delas!”. Jesus usou uma história para ilustrar esse princípio de supervisão, em Mateus 25:21: “Bem está servo bom e fiel”, disse o patrão. “Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito de colocarei. Entra no gozo do teu Senhor”.


O que são as células? “Grupos pequenos integrados por pessoas que se reúnem no mínimo uma vez por semana, com o propósito de desenvolver um crescimento integral centrado na Palavra de Deus”.


- As células permitem que as pessoas se conheçam.


- As células estimulam a comunicação entre os discípulos, pois se cria uma atmosfera emocional na qual é possível expressar as ideias sem medo de errar.


- As células permitem que os discípulos personalizem sua fé. As pessoas ouvem muitos sermões, mas essas mensagens são geralmente difíceis de aplicar a menos que sejam discutidas. Pequenos grupos permitem a discussão de como a verdade pode ser implementada na nossa vida.


- As células encorajam a responsabilidade nas amizades. O ato de compartilhar abre as portas para a ajuda mútua. A vida cristã é muito difícil de ser vivenciada no isolamento. A Bíblia explica a necessidade da companhia de outros (Tiago 5:16).


 CONSELHOS PARA OS LÍDERES DE CÉLULAS:


- Aproveite o tempo da célula para alimentar o relacionamento entre as pessoas, em vez de gastá-lo na preparação ou treinamento. O propósito principal da célula é a comunhão, já o discipulado deve ser vivido em outro momento.


- Tenha a perspectiva de abrir novas células. Se a igreja estiver alcançando a comunidade por meio do propósito do relacionamento (evangelização), o número de participantes crescerá e estes farão parte das células. Para que as células continuem saudáveis, é preciso constantemente identificar líderes em potencial.


- Mergulhe no mundo dos seus líderes. Se você é líder de célula, pode preferir ficar mais tempo ao lado dos seus discípulos, mas, da mesma forma, é importante passar tempo com seus líderes para que todos possam crescer juntos.


- Durante o momento de ministração da palavra na célula: mostre que aprecia o comentário de todos; não tenha medo do silêncio; não pense que deve ter todas as respostas certas; mantenha o grupo concentrado; não tenha pressa de passar para a outra pergunta, pois a prioridade é o diálogo e não responder a todas as perguntas; não domine a conversa; peça a Deus para iluminar o seu pensamento.




O Propósito do Discipulado

Para muitos pastores e líderes, um dos momentos mais tristes de seus ministérios é quando encontram pessoas que fizeram parte de suas igrejas e que ainda não deram prioridade à sua fé. Nem todas as histórias positivas daqueles que estão comprometidos, servem de remédio para curar essa tristeza, pois cada discípulo é singular. Muitos líderes se perguntam o que deu errado e, às vezes, tem um sentimento de culpa ao questionarem o seu papel no crescimento espiritual das pessoas.


Por outro lado, percebemos que alguns “ex-cristãos” tinham conhecimentos da bíblia, de doutrina cristã e de teologia, mas não tinham aprendido a manter sua fé e a crescer sozinho. Estes cresceram porque frequentaram a programação do ministério. Enquanto ela existia, eles cresceram. Um ministério que encoraja seus discípulos a serem mais comprometido com a programação e seus pastores do que com Cristo e o caminho d’Ele, precisa repensar radicalmente sua estratégia de discipulado.



Discipulado é o termo regularmente utilizado para descrever o desenvolvimento e o fortalecimento dos cristãos em sua constante jornada de seguir os passos de Cristo. A bíblia está repleta de ordens relacionadas ao crescimento na fé. Em Hebreus 6:1 somos exortados: “Pelo que, deixando os ensinos elementares da doutrina de Cristo, prossigamos para a perfeição”. O discipulado é um processo permanente que Deus usa para nos levar à maturidade em Cristo.


Hoje, existem vários livros sobre discipulado com definições diversas sobre esta tarefa. Existem padrões distintos de crescimento espiritual e cada discípulo responde de uma maneira diferente, por isso podemos concluir que não existe apenas uma maneira de discipular. Doug Fields, no livro “Um Ministério para Líderes de Jovens com Propósitos”, um simples definição para discipulado: “ajudar as pessoas a se tornarem mais parecidas com Cristo”. Para alguns, basta menos de seis meses para apresentarem algum sinal de crescimento. Para outros, é necessário três anos!


O discipulado deve conter dois elementos: um educacional e outro relacional. Jesus ensinou seus discípulos (educacional), assim como andou e viveu com eles (relacional). Mas, Ele fez algo mais surpreendente: comunicou que iria deixá-los. Ele preparou seus discípulos para sua ausência. Jesus lhes ensinou hábitos e disciplinas espirituais que seriam necessários para o crescimento deles na fé. Assim, nós precisamos equipar as pessoas comprometidas do ministério com hábitos necessários para sua “independência” espiritual, ao invés de criarmos uma dependência intelectual daqueles. Muitos jovens precisam mais de relacionamentos do que de informações. Temos nos nossos ministérios jovens letrados na Bíblia que não produzem frutos. Estes têm todas as respostas certas (conhecimento), mas fazem escolhas erradas diariamente. Por isso, não podemos ter um plano de discipulado baseado em programas.


“E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2:2).


Promova hábitos em vez de programas


Os membros dos nossos ministérios precisam desenvolver hábitos espirituais consistentes. É o maior legado que podemos lhes dar para enfrentar os desafios, os conflitos e os problemas da vida. O que manterá viva a fé do jovem diante das provações? Resposta: a graça de Deus e os hábitos desenvolvidos.


Nós, escolhemos seis hábitos a partir da seguinte pergunta: “Que hábitos são importantes para o crescimento espiritual permanente? Quais são os hábitos nos quais você confia para manter um autêntico relacionamento com Jesus Cristo?”. Por se tratar da palavra “hábito”, fizemos uma lista com as iniciais de acordo com ela. Forçamos um pouco, mas é para ajudar a memorização.


HORA silenciada com Deus


ACOMPANHAMENTO de outro crente


BÍBLIA (estudo e memorização)


INTEGRAÇÃO à igreja


TESTEMUNHO


OFERTAS e dízimos


Após a definição dos hábitos, é importante perguntar: “Que estratégias podem ajudar os membros dos nossos ministérios a desenvolvê-los?”. Não é suficiente dizer: “Quero que estudem a bíblia”, mas não lhes oferecer um recurso que os ajude a estudar a bíblia. Precisamos criar ferramentas, elaborar materiais e assumir o papel de encorajador. Além de receber o encorajamento do líder, cada pessoa comprometida tem o apoio da célula (grupo pequeno). O líder desse grupo é aquele que faz a maior parte do trabalho de encorajamento e exerce ativamente o papel de discipulador, supervisor e orientador.   

O Propósito do Destino

Uma das grandes alegrias de um pastor ou líder é observar discípulos abraçando os propósitos da Igreja. Os discípulos voltam seu coração para Jesus e encontram uma oportunidade para servi-lo, seja no que for que a vida lhes reserve. Todos os filhos de Deus deveriam ouvir com alegria sobre a participação no serviço do Reino, pois a igreja nasceu para a participação ativa e não para a observação passiva. Precisamos lembrar sempre que a vida de observação passiva é uma vida desperdiçada, mas a vida de participação ativa na obra do reino é a razão de termos nascido.



O cristão que vive o seu destino em Deus entende que foi:


- criado para um propósito, Ef 2:10;


- salvo para um propósito, 2 Tm 1:9;


- chamado para um propósito, 1 Pe 2:9,10;


- dotado para um propósito, 1 Pe 4:10;


- autorizado para um propósito, Mt 28:18-20;


- ordenado para um propósito, Mt 20:26-28;


- necessário para o propósito, 1 Co 12:27;


- e será recompensado de acordo com o seu propósito, Cl 3:23,24;


Viver o propósito do destino consiste na ação de servir que pode ser definida como “suprir necessidades com amor”. Viver seu destino em Deus significa viver a missão que Ele designou para você.  


Contudo, para muitos, o entendimento da "missão" é baseado em dicotomias (separações) como as seguintes:


Missão local X Missão transcultural


Missionários X Enviados


Igreja local X Campo missionário


Precisamos entender que decidir a nossa fé para Cristo já é ser eleito e chamado para a obra do Reino. Em Atos 1:8, Jesus disse que seríamos testemunhas (“aqueles que viram, ouviram e/ou presenciaram”). Estas testemunhas seriam mártires, pessoas dispostas a morrer pela causa do Evangelho. Neste versículo, Ele une a missão local e a transcultural.


Você não precisa ser um missionário consagrado para pregar a palavra de Deus, nem de uma programação para evangelizar. Efésios 4:7 diz que “a graça foi dada a cada um”, por isso não diga que é incapaz. Você recebeu uma unção (capacitação) para manifestar o reino de Deus na terra.


Entenda que o campo missionário é um campo de necessidade. Quais as necessidades do seu bairro, da sua rua, dos seus vizinhos? Ao redor da sua congregação, existem pessoas como necessidades sejam materiais, físicas, emocionais etc. Em 1 Ts 1:4-10, Paulo mostra como a partir de uma igreja local, o trabalho evangelístico se espalhou para outros lugares. Sejamos como estes irmãos!


Para descobrir em que você pode servir ao Senhor, utilize a ferramenta do MOLDE, criada pelos líderes da Igreja de Saddleback. Deus “modelou” a todos de uma maneira singular, cada indivíduo para fazer alguma coisa no ministério.


MÉRITOS: “Que habilidades ou talentos naturais você tem ou desenvolveu antes de seu relacionamento com Cristo?”


ORIGINALIDADE: “Como sua personalidade única, seu espírito, pode marcar seu ministério?”


LIGAÇÃO: “O que você gosta de fazer? O que você faz com o coração?”


DONS ESPIRITUAIS: “Qual o dom que Deus lhe concedeu?”


EXPERIÊNCIAS: “Como suas experiências espirituais, tanto as boas como as más, podem ser usadas para ajudar a outros?”


 Esta é apenas uma das ferramentas utilizadas para entendermos nosso destino em Deus. Aquele que se tornou um “ministro” ou “servo” não deve perder seu desejo de aprender, de estar sempre se capacitando e perseverando na fé. Este “ministro” deve ter uma participação ativa na sua congregação e, principalmente, estar presente nas escolas de estudo bíblico. Não esqueçam, “a soberba precede a ruína, o espírito arrogante vem antes da queda” Pv 16:18.