quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
HÁBITO: O que é?
O
hábito é um modo de ser, agir ou sentir aprendido e repetido com frequência e
regularidade. Trata-se de práticas corriqueiras, como as nossas manias, e de
costumes arraigados na nossa cultura. Boa
parte das nossas ações diárias é realizada pela força do hábito.
Para
um comportamento transformar-se em um hábito, precisa-se de três componentes:
-
o conhecimento, ou seja, o que fazer e por quê;
-
as habilidades, isto é, como fazer as coisas;
-
o desejo, que é a motivação, sua vontade de fazê-las.
Para
cultivarmos hábitos espiritualmente saudáveis não se concentre em maus hábitos,
mas sim em criar bons hábitos. “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal
com o bem”. Romanos 12:21;
“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”. Gálatas 5:16.
O
maior legado de Jesus aos discípulos foram hábitos espirituais. Jesus sabia que
não estaria fisicamente para sempre entre os discípulos, então, Ele lhes
ensinou a enfrentar os desafios, os conflitos e os problemas da viva. Ensinou a
como manter a fé viva diante das provações. O que nos ajuda? A graça de Deus e
os hábitos desenvolvidos.
“Mas,
eu não tenho tempo!”. Essa é a primeira objeção ao ensinar sobre hábitos. É
importante lembrar que todos nós temos a mesma quantidade de tempo. O segredo
estar na maneira como se utilizamos dele. Faça com que o tempo te sirva. O
tempo deve te servir e não você a ele.
Os
hábitos espirituais se iniciam em pensamentos e palavras. Os pensamentos
precedem as ações. Romanos 8:5. Precisamos pensar nas coisas do alto.
Colossenses 3:1-2. As palavras têm consequências. Provérbios 18:20-21. Palavras
ociosas (aleatórias) vazam poder. 2 Timóteo 2:16.
HÁBITO 1 - HORA SILENCIOSA COM DEUS
Um
dos maiores privilégios que temos é a comunicação com o Criador. É a
oportunidade de nos relacionarmos com Ele.
“Deus nada faz a não ser em resposta à
oração” (John Wesley)
O ponto mais alto do ministério de ensino de Jesus
foi quando os seus discípulos pediram-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar” (Luc
11:1). Quando os alunos fazem as perguntas certas, o mestre fica feliz.
Se a oração é tão importante,
por que a maioria de nós não ora com regularidade?
-
“Porque nós estamos profundamente conscientes de que isso nos custará algo.
Mais que tempo. Mais que dinheiro. Mais que fé. Mais que se tornar religioso.
Lançar mão da oração como minha fonte disponível para um uso efetivo, prático e
diário (como uma certeza permanente em um mundo imprevisível) me custará alguma
coisa. Honestidade” (p.20).
-
A honestidade requer reconhecimento do que não somos. A insistência em que
podemos obter a vitória por nós mesmos e em que “vou fazer as coisas do meu
jeito” é o que é mais intrínseco à natureza humana.
“Minha confissão honesta de
impotência abre a porta para a onipotência”.
O
princípio da oração é a necessidade.
O primeiro princípio da oração não é fé,
nem promessas, mas necessidade. O pastor Watchman Nee
gostava de fazer a seguinte pergunta aos irmãos: Deus ouve sua oração? As
pessoas respondiam: Depois de orar 3 ou 5 vezes o assunto é esquecido. Por que
é esquecido? Porque não existe a pressão da necessidade. Por isso, as pessoas
não recebem resposta da sua oração. “Se você esqueceu um assunto de oração,
como pode culpar a Deus por não se lembrar?”. O crente se volta a Deus com uma
necessidade.
“Se você tem uma necessidade
profunda de algo, você é um forte candidato a um extraordinário milagre de
Deus”.
A ORAÇÃO EXIGE CERTA “ATITUDE
DE CORAÇÃO”
Uma
oração de coração para coração, seja desajeitada, titubeante, temerosa, dúbia,
bem apresentada, sussurrada ou desejada silenciosamente. Mas, não esqueçam as
observações de Jesus:
1- Não ser hipócrita:
Jesus não condena a oração pública, mas sim a exibição vaidosa e a falta de
honestidade (Mt 6:5; Sl 19:12-13).
2-
Privacidade na oração: “Entra no teu quarto” fala de intimidade
(como de cônjuges). O altar público será uma consequência do altar secreto (Is
26:20; Mc 1:35; Mt 6:6).
3-
Não usar de vãs repetições: As vãs repetições são características
das rezas idólatras, as quais parecem ser um esforço para vencer a má vontade
de Deus em responder (Mt 6:7; At 19:34; Tg 4:3).
A ORAÇÃO MODELO: O PAI NOSSO
Jesus
ensinou a oração do Pai Nosso como um modelo para nos comunicarmos com Deus,
não como uma estrutura para cair em vã repetição, mas como um guia, com níveis
específicos, que cobrem as necessidades do nosso cotidiano. É uma oração completa.
Nenhum ponto de experiência ou questão da vida fica de fora. Mt 6:9-13; Lc
11:2-4
1-
ADORAÇÃO: a oração é um momento de
louvor e adoração ao Pai (Mt 6:9)
Ao
declarar “Pai”, Jesus revela a natureza de Deus, que não é uma divindade
insensível nem imprevisível. Jesus foi um dos primeiros a chamá-lo de Pai (Abba
do aramaico: paizinho querido ou papai).
“Que
estás nos céus” reconhece a autoridade de Deus, sua habitação e o seu poder.
“Santo”
significa inteireza, ao declarar esta palavra adoramos a Deus reconhecendo sua
natureza imutável e íntegra. Apocalipse 4:8.
2- GOVERNO:
a oração deve de algum modo convidar sua vontade para operar na terra (Mt
6:10).
Se
o desejo de Deus é governar a terra, por que já não fez isso? Deus tem poder
para fazer isso, mas Ele não deseja dominar pela força. Ele escolheu operar por
meio de pessoas. E se Deus não encontrar alguém para ser um canal específico?
Isaías 59:16 mostra que quando o impacto do pecado impediu Deus de encontrar um
homem por meio de quem operar, ele mesmo se fez homem. Isso mostra que Deus
deseja realizar sua obra redentora por meio do homem e da sua igreja (corpo de
Cristo).
A
vontade de Deus se manifestará quando os que desejam que sua vontade seja feita
declararem que seja assim. (Jo 6:39; 1 Tm 2:4).
A
geração que vai confirmar o evangelho (At 17:6)
3- PROVISÃO:
Deus se interessa pelo detalhe diário e pelos acontecimentos corriqueiros. Ele
ordena orarmos pelos assuntos do dia a dia (Mt 6:11)
Não
devemos ser negligentes em pedir que Deus seja o nosso provedor. Devemos
consultar a Deus sobre as menores coisas da vida os assuntos mais simples.
4- PERDÃO:
a oração é um momento de reconhecer nossa necessidade de purificação (Mt 6:12).
Pedir perdão pelos pecados é uma necessidade contínua (1 Jo 1:8) e recebe uma
resposta contínua (1 Jo 1:9).
Para
experimentar o perdão não podemos negligenciar a visão que Deus tem de nossos
relacionamentos.
“Jesus
proíbe uma aproximação vertical de Deus que negligencie a aproximação
horizontal das pessoas”. Nosso perdão depende de nossa disposição em perdoar. Eu
devo permitir que o perdão que recebi flua para outras pessoas.
O
relacionamento precede a nossa adoração (Mt 5:23,24), isso choca nossas
convicções “espirituais”. Violar o princípio do perdão resultará na falta de
resposta das suas orações.
5- PROTEÇÃO: o
homem encontra-se em constante perigo, por isso precisa procurar a proteção de
Deus (Mt 6:13a; Pv 22:3a). O bem e o mal são duas forças que operam no mundo.
Mesmo o nascido de novo precisa pedir o livramento de enfermidades, acidentes,
ruína econômica etc.
Para
vencer a tentação, ore pedindo a armadura de Deus (Efésios 6:10-17).
6- ENTREGA: toda
oração termina colocando tudo nas mãos de Deus (Mt 6:13b). Ele é que nos dá
segurança e confiança (Sl 90:1-2; Jo 10:27-28).
CONCLUSÃO
A
oração é o caminho estabelecido por Deus para que todo o crente em Cristo
estabeleça uma relação íntima e contínua com Ele. Proponha em seu coração fazer
da oração um estilo de vida.
-
Escolha diariamente uma hora fixa
-
Selecione um lugar específico
-
Use a bíblia como suporte
-
Faça um registro do que o Senhor lhe revela, de acordo com suas petiçõesFAÇA O DOWNLOAD DO EXERCÍCIO 1. CLIQUE EM DOWNLOAD.
HÁBITO 2 - ACOMPANHAMENTO DE OUTRO CRENTE
A igreja é uma família e o corpo de Cristo
Quando as pessoas se tornam crentes, normalmente pela evangelização, elas são recebidas na comunhão dos cristãos. O texto de Efésios 2:19 diz: “Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus”.
Deus nunca teve a intenção de que os cristãos vivessem isolados, mas sim em comunhão com outros crentes, sendo identificados como o corpo de Cristo. “Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse Corpo” 1 Co 12:27.
Todos os que pensam que estão em Jesus, mas não precisam da Igreja estão errados, pois Cristo não é uma cabeça decapitada. A vida cristã não foi feita para viver sozinho. Ex.: O leão sempre pega a Hiena que está sozinha. O isolado se torna uma presa para o inimigo.
“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” Ec 4:9-10
“Sozinho vou rápido, juntos iremos mais longe”
O que as formigas no ensinam? “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio”. Pv 6:6. Uma palavra que resume a vida das formigas é “comunidade”. Elas dependem inteiramente umas das outras, a pequena força individual se torna miraculosa através da união para o trabalho. Formigas têm essência de irmandade, elas repartem o alimento e cooperam para o bem estar umas das outras.
O
hábito do acompanhamento de outro crente
consiste em cuidar uns dos outros por meio da comunhão. Cuidar das pessoas
significa dedicar-se a ajudá-las a crescer no seu relacionamento com Deus. O
crescimento espiritual mais substancial observa-se entre pessoas que possuem
relacionamentos estáveis, responsáveis e saudáveis com outros discípulos.
A verdadeira comunhão ocorre na igreja quando as pessoas são conhecidas, cuidadas e encorajadas em sua caminhada espiritual.Por que é um hábito? Porque somos uma igreja apostólica. Vejam os hábitos da primeira geração apostólica em Atos 2:42-47. Somos uma igreja com propósitos e um destes é o da comunhão.
A
igreja só da certo com você em comunhão, para você não se gloriar. Você precisa
“prestar contas”. Essa é uma dinâmica que todos nós precisamos, pois entre os
irmãos aprendemos o arrependimento, o perdão, a tolerância, a paciência, o
domínio próprio etc.
A igreja possui máculas e rugas, pois ainda está vivendo o processo de santificação e crescimento. Sempre é mais fácil criticar e mais difícil dizer: “eu tenho compromisso com o corpo e vou me engajar no processo de amadurecimento”.
Não deixemos que as críticas e os erros cometidos por irmãos e líderes (e até por nós mesmos) nos afetem a ponto de nos afastar da comunhão com Deus e com a Igreja.
Atenção: Muitas vezes usamos indiscriminadamente e de forma generalizada a palavra comunhão para comunicar tudo o que fazemos juntos com os irmãos da igreja. No entanto, essa palavra tão utilizada parece carecer do significado de comunhão apresentado no Novo Testamento. Na igreja antiga, a comunhão era mais uma questão de entrosamento do que de entretenimento. Ela incluía o comungar (1 Jo 1:7) e o repartir o pão (At 2:42) com os outros crentes, bem como o desenvolvimento da intimidade com Cristo (1 Co 1:9) e com outros crentes (Gl 2:9).
Como alcançar a comunhão
bíblica?
O modo mais eficaz de alcançar a comunhão bíblica na vida das pessoas aqui na nossa congregação é:
- Participar das células (pequenos grupos). Uma célula de sucesso coloca as pessoas em contato com as outras criando um senso de comunidade.
- Participar de um grupo de discipulado. Cl 1:28; Ef 4:12-13; Desenvolver um relacionamento responsável e saudável
Enfim, onde viver em comunhão? Célula, discipulado etc. Com quem viver a comunhão? Irmãos, líderes, pastores, amigos etc.
Estratégias
práticas: ligações telefônicas, mensagens, visitas, sair para resolver as
coisas juntos, “fazer nada” juntos etc.
EXEMPLOS BÍBLICOS
Exemplos de pessoas que caminharam juntas em uma experiência discipuladora.
Obs: Pedir para os alunos se dividirem em grupos, escolherem um dos exemplos abaixo, lerem as escrituras identificando os versículos que mostram o “acompanhamento de outro crente”. Oportunizá-los a compartilhar.
· Moisés e Josué (libertadores)
Êxodo
17:8-15. Josué já estava preparado para enfrentar as batalhas. Moisés confia a
ele uma função que somente alguém de muita confiança poderia fazer. Mesmo preparado,
Moisés o apóia em oração. Uma relação de discipulado não acaba, mas é contínua
e perpétua.
Êxodo 24:12-13. Quando Moisés sobe o monte para receber os mandamentos, ele chama Josué.
Êxodo 32:17. Comunicava a Moisés o que acontecia com o povo. Um relacionamento mútuo.
Josué 1:1-9. Após a morte de Moisés, Josué é reconhecido como seu servo e sucessor.
· Elias e Eliseu (profetas)
1
Rs 19:19-21. O profeta Elias estava cansado, com sinais de depressão, desejando
a sua morte. Ele se refugiou em uma caverna, mas Deus o chamou para fora, pois
sua missão não havia acabado. Ele precisava deixar um legado na terra. O Espírito
Santo direcionou Elias até Eliseu.
2 Rs 2:1-11. Ele desejou o que havia de melhor em Elias, uma porção dobrada da sua unção.
2 Rs 2:12-15. Os milagres de Elias duplicaram na vida de Eliseu.
· Paulo e Timóteo (paternidade espiritual)
Paulo estava preso em Roma quando escreveu sua segunda carta ao jovem ministro Timóteo. Ele queria animá-lo em seu trabalho ministerial, mas também expressou o seu desejo que Timóteo fosse logo a Roma levando-lhe o consolo da sua companhia.
2 Tm 1:1-8, 13-15. Relacionamento de pai e filho. Uma relação de afeto e intercessão (Vv.3), intimidade (Vv. 4 – conhecia suas lágrimas) e motivação para cumprir o propósito (Vv.6).
2 Tm 2:1-2. Deixar um legado a outros.
1 Tm 4:14. Transferência de unção.
2 Tm 4:9,21. Essa amizade foi chave para encorajar Paulo em momentos difíceis, mas também permitiu o discipulado, a reprodução do ministério do apóstolo na vida de Timóteo.
· Rute e Noemi
Rute
1:1-22. Rute e Noemi compartilhavam uma grande dor. Noemi era viúva, e agora
chorava a morte de seus dois filhos. Rute, sua nora, estava de luto também. Elas
foram para a cidade de Belém, em Israel. Suas trajetórias eram diferentes:
Noemi voltava para casa, enquanto Rute estava indo para o desconhecido, pois
deixava para trás sua terra, família, costumes e até os seus deuses.
· Jesus e os discípulos
Mateus
4:18-22. A chamada dos primeiros discípulos.
Mateus 10:1-42. A missão dos 12 discípulos.
João 15:13. Ele demonstrou o valor de uma amizade sincera quando deu sua vida em favor dos seus amigos.
HÁBITO 3 - BÍBLIA (estudo e aplicação)
·
Qual a sua relação com a bíblia?
·
Você quer entender melhor a Bíblia?
LEVITA
- Leitura: leia a bíblia toda, use o método que
você mais gosta;
- Estudo: estude cada livro, destacando autoria,
conteúdo e destinatário;
-
Visão panorâmica: tenha uma visão geral da bíblia;
- Interpretação: os textos mais difíceis
precisam ser interpretados;
-
Temas importantes: busque resposta para temas relevantes;
- Aplicação dos ensinos: na vida, nas pregações,
nos estudos.
·
Por que o estudo/memorização da
Bíblia deve se tornar um hábito espiritual?
“O conteúdo vai
além das linhas escritas, ele atinge a alma. Estimula fé e a transformação da
vida”.
Dicas:
Organize sua própria biblioteca;
Ilustração:
Bíblia e o celular
A CONSTITUIÇÃO DA BÍBLIA
·
O termo bíblia no grego significa “livro”. É o conjunto de escritos
revelados e inspirados por Deus e reconhecidos pela sua igreja como regra de fé
e prática.
·
Antes de sua forma impressa, a
partir do século XV. Foi escrita em diversos tipos de materiais: PAPIRO, folhas de plantas; talhas de PEDRA; blocos de
MADEIRA; ou, couro de animais, PERGAMINHO. Era enrolada, costurada e escrita a
mão, por isso chamada de manuscrito.
·
As línguas em que foram escritas são: Hebraico antigo (arcaico), maior
parte do AT; Grego koinê (comum), todo o NT; Aramaico, algumas partes do AT e
NT (ex: Mateus 27:46);
·
A estrutura da bíblia protestante é AT com 39 livros (pentateuco,
livros históricos, poéticos e proféticos) e NT (evangelhos, histórico,
epístolas paulinas e gerais, livro profético) com 27 livros. Obs: A bíblia
católica possui sete livros a mais, são os apócrifos.
·
A autoria. Deus é o autor da bíblia, e fez isso a várias mãos; por meio
de instrumentos humanos inspirados por Ele. A tradição judaica e cristã fala de
cerca de 40 homens.
·
A mensagem da bíblia quer nos informar sobre: - Ele mesmo: sua
pessoa, seus atributos, seus feitos, seus propósitos e mandamentos. Ele é o
foco da Escritura. - A sua criação: como Ele criou o mundo, o propósito da
criação... Ele se revela por meio da sua criação. - O homem: as expectativas de
Deus para ele, seu propósito e destino final.
Obs.: Principais temas: o processo de criação e queda
do homem; o amor de Deus pela criação; o plano de salvação; e o Reino de Deus,
o julgamento de Deus ao pecado e a restauração universal.
·
Os destinatários são: O AT é direcionado aos filhos de Jacó (Israel) e
o NT é universal. Israel, a maior parte do AT; Igreja, a maior parte do AT;
Pessoas como Teófilo, Timóteo, Filemon etc.; Nações, profecias à Nínive,
Babilônia etc.
·
O período no qual a Escritura foi formada foi de 1600 anos. AT entre
1500 a.C e 536 a.C. O “primeiro” autor Moisés (já ouvi falar de Jó) e o último
foi Esdras que organizou os textos do AT. O NT escrito entre 45 d.C e 90 d.C.
Destacamos a autoria de Paulo e do João. A organização foi realizada pelos pais
da igreja antiga.
A CANONIZAÇÃO DA BÍBLIA
Cânon
no grego significa “cana, régua”, no hebraico “vara ou cana de medir”. Medida,
padrão, norma e, até mesmo, regra de conduta. Significa também a coleção de
escritos inspirados por Deus.
Canonização
representa o processo de escolha dos livros da bíblia inspirados por Deus.
Inspiração
é o critério principal. Significa o ato de Deus “soprar” sobre os escritores
bíblicos sua “revelação”. Embora seja um produto divino-humano, o seu
verdadeiro autor é Deus.
2
Tm 3:16; 2 Pe 1:20-21
AT
O
cânon do AT ocorreu antes de Cristo, atribuem a Esdras esse feito no século IV a.C,
posteriormente, outros escribas fizeram a tradução para o grego no século II
a.C. As escrituras foram usadas na época de Cristo e dos apóstolos: Luc
4:17-20; 24:27; Jo 17:17.
A
canonização ocorreu no Concílio de Jamnia, por volta do ano 90 d.C, os critérios
foram:
-
Autoridade divina: “Assim disse o Senhor”
-
Historicidade: Cronologia dos fatos
-
Autoria profética: Moisés, Davi, Salomão, Esdras etc
-
Período: Só os escritos até Esdras no IV século a.C
-
Língua: Só os escritos em hebraico arcaico (antigo)
-
Aceitação: Conhecidos pela comunidade judaica
- Confiabilidade:
Verdadeiro naquilo que se referia a Deus e a sua criação
NT
Sobre
o cânon do NT, pode-se dizer que o termo NT (aliança, pacto, acordo) já existia
no século II a.C. Destaco que para os judeus não existe “antigo pacto”, pois
eles aguardam ainda o “novo pacto”. Porém, para a igreja, Jesus é mediador do
“novo pacto” (Hb 8:6-13).
A
canonização ocorreu pelos bispos da igreja no Concílio de Cartago em 397 d.C.
Os critérios foram:
- Apostolicidade: Escritos por um
apóstolo
- Endossamento apostólico: Assinado por
algum apóstolo
- Cristocêntrico: Alinhado com a
doutrina apostólica
- Progressão: O NT é uma continuação do
AT
- Confiabilidade:
verdadeiros nos seus ensinos sobre Deus, sua criação etc
- Dinâmico: Deve
possuir poder para transformar vidas
- Período: Escritos
até o I século d.C
- Aceitação: Pela
comunidade cristã
DEUTEROCANÔNICO:
Não são considerados canônicos, foram acrescentados em outros concílios e
alguns retirados da bíblia protestante.
Por
exemplo, há controvérsias sobre:
AT
- Cantares: conteúdo erótico, sedutor; Eclesiastes: cético, tudo é vaidade;
Ester: não faz referência ao nome de Deus; Ezequiel: desarmônico com a Torá;
Provérbios: por algumas contradições.
NT
- Hebreus: anonimidade autoral; Tiago: autoria, contrariedade à doutrina da
graça; 2 Pedro: problemas estilísticos; 2 e 3 João: anonimidade autoral “o
presbítero”; Judas: citação de falsos escritos; Apocalipse: confiabilidade e
milenarismo.
Existem
outros escritos folclóricos e gnósticos, bem como os apócrifos, que são
respeitados por seu valor histórico, mas todos não são considerados inspirados.
AUTORIDADE BÍBLICA
A
autoridade da bíblia decorre do fato dela ser inspirada por Deus, ou seja, foi
gerada pela influência sobrenatural exercida pelo Espírito Santo. A bíblia é
canônica, tem influência, prestígio e credibilidade (por seus dados históricos,
geográficos ou científicos).
Portanto,
deve ser obedecida. Para que possamos interpretar corretamente seus textos, é
fundamental que aceitemos a Bíblia como sendo a palavra de Deus.
A
aceitação da Bíblia é mais uma questão de fé do que puro assentimento
intelectual.
INERRÂNCIA BÍBLICA
Com
relação à inerrância, existem dois grupos: os conservadores, que crêem que a
Bíblia é totalmente sem erro, e os liberais, que crêem que não tem erro quando
fala sobre questões de salvação e de fé cristã, mas pode ter erros nos fatos
históricos e outros aspectos.
Relação
do AT e o NT
-
Jesus fala das narrativas históricas do AT como registros fiéis de fato. Ex.:
Noé, Mt 24:37-39; Sodoma e Gomorra (Mt 10:15); A mulher de Ló (Lc 17:28-32);
-
Jesus escolheu como base do seu ensino as mesmas histórias que a maioria dos
críticos considera inacreditáveis. Ex.: O dilúvio de Nóe, Mt 24:37-39;
-
Utilizou as Escrituras do AT, com a expressão “Está escrito”;
-
Ensinou que nada passaria da lei até que tudo se cumprisse Mateus 5:17-20; Mt
24:35.
O HÁBITO DA BÍBLIA: ALIMENTO
A
palavra de Deus é fundamental no processo de amadurecimento da fé cristã. É como
um alimento para nosso crescimento espiritual.
·
Leite espiritual 1 Pedro 2:1-2
O exemplo da
palavra como leite espiritual mostra como ela é importante para o recém
cristão. O leite é tudo que um bebê necessita para nutrir-se.
·
Pão (alimento sólido) Hebreus
5:13-14; Mt 4:4.
Um bebê inspira
alegria e emitem sons que estremecem o coração dos pais. Mas, se aos doze anos
segue emitindo os mesmo sons, então os pais estão enfrentado um problema de
retardo mental. O natural expressa muito o espiritual. Se aos dez anos de vida
cristã você depende de curtos versículos, estamos enfrentando um problema de
retardo espiritual.
Um crente só pode
alcançar maturidade espiritual pelo exercitar-se no estudo da palavra.
Versículos
importantes: Rm 10:17; 1 Co 2:13; Dn 12:4; Is 55:11; Dt 6:6-9; Sl 199:105; Os
4:6; Rm 12:2; Cl 3:16; Jo 6:63; Mt 24:35; Hb 4:12; Sl 119:98-100; Mt 4:4.
HÁBITO 4 - INTEGRAÇÃO À IGREJA
Texto base:
Hebreus 10:19-25
O que é a congregação?
A
congregação é um grupo de pessoas reunidas com um determinado propósito. Esta
palavra tem sua origem etimológica na palavra grega Ekklesia, usada também para
descrever a “igreja”. Congregação, Igreja e Ekklesia referem-se não a um
prédio, ou uma instituição, mas a uma comunidade de cristãos. Na sua essência,
a igreja somos nós.
Peter Wagner diz que a raiz do termo significa “o povo de Deus”, tanto para quando se reúne quanto para quando se espalha.
Peter Wagner diz que a raiz do termo significa “o povo de Deus”, tanto para quando se reúne quanto para quando se espalha.
O
pastor Teófilo Hayashi na ministração “O porquê da igreja?” fala da igreja como
o único movimento invencível, que muitas coisas feitas pelo homem têm data de
validade, mas a igreja avança.
Lei
da primeira menção (ou seja, a primeira vez que foi mencionado o termo): Mateus 16:13-19
Jesus
mencionou “igreja” pela primeira vez e disse que sobre esta pedra (a
revelação), Ele edificaria a igreja (somente Ele para edificar e fazer a igreja
crescer).
...
reunidas com um determinado propósito (entendimento): de que Jesus é o Cristo,
filho do Deus vivo.
Enfim,
para ser “igreja” edificada por Jesus precisamos desta revelação. O fundamento
da igreja não está na comunhão, mas na revelação de que Ele é o Cristo.
*
* *
Igreja global e Igreja local
O
Reino de Deus é o domínio de Deus sobre a terra. O Reino cria a igreja e a usa
para expressar a vontade de Deus ao mundo. Deus escolheu a igreja (as pessoas)
para manifestar seu Reino ao mundo.
Conceitos
de Igreja:
A
Igreja global inclui todas as
pessoas que têm seu nome inscrito no Livro da Vida. Estas pessoas entrarão no
céu. Hebreus 12:22-23. A igreja global é o corpo de Cristo (Ele é a cabeça) e
nela habita o Espírito Santo. Cada membro é importante e necessário para a boa
função do corpo.
A
Igreja local é o grupo de pessoas
salvas reunidas em um local específico. Existem muitas ao redor do mundo e são
importantes porque na igreja local você manifesta sua aliança com Deus. Existem
promessas para aqueles que têm aliança com Deus. Veja como as bênçãos se
manifestam na vida daqueles que estão integrados
à igreja local:
* Quais os benefícios de estar
acompanhado e não sozinho? Em quais momentos, estar acompanhado é vantajoso?
1- A proteção de Deus
A
aliança com Deus leva-nos a um compromisso com a igreja local (com participação
e submissão). Os irmãos, líderes e pastores nos protegem física e
espiritualmente. Heb 13:17.
“Eu
te protejo e você me protege”.
Em
Atos 1:8, os discípulos receberam a promessa do Espírito Santo. Em Atos 2:1-4, todos “reunidos num só
lugar” receberam a promessa. Os Vv. 42-47 mostra que a integração atraía mais
pessoas para serem salvas.
Quando
Jesus aparece no caminho de Emaús a dois homens em Lucas 24:13-35, após terem seus olhos abertos, eles correram ao
encontro dos Onze discípulos (e outros também) que estavam “congregados”
(Vv.33).
Os
discípulos expressam um desejo de estar juntos, ajudarem uns aos outros. Para
viver a integração bíblica, precisamos de boa vontade. Infelizmente, muitos dão
várias desculpas.
2- A prosperidade de Deus
A
aliança com Deus leva-nos a uma entrega total. A prosperidade de Deus está
intimamente ligada com as nossas atitudes e ações quanto ao dízimo e às
ofertas. Estas são entregues no contexto da igreja local (aprenderemos sobre
esse assunto no sexto hábito).
3- A felicidades nos
relacionamentos
A
aliança com Deus leva-nos a ter aliança com nossos irmãos e irmãs. Nossos
relacionamentos na igreja nos ensinam a construir relacionamentos sadios e duradouros,
entre conhecidos, desconhecidos e, principalmente, os familiares. Col 3:13.
+1 conceito interessante...
Peter
Wagner mostra que estudos sociológicos sobre a família desenvolveram os
conceitos de família nuclear (pai, mãe e filhos) e família estendida (tios,
avós, bisavós). Assim, a Igreja nuclear
são os crentes que se reúnem no domingo, onde tem santa ceia, entregam o dízimo
etc. Já a Igreja estendida são os
crentes espalhados em todo o mercado de trabalho. Peter Wagner procurava
mostrar que sua profissão e seu ministério podem expressar o Reino de Deus com
o mesmo grau de intensidade.
Enfim,
o hábito da integração resulta em bênçãos espirituais.
*
* *
Desafios à integração
Consciência
individual e Consciência coletiva
A
primeira representa o que temos de pessoal e distinto, ela nos faz um
indivíduo. A outra é comum a todo o grupo e não representa a nós mesmos, mas a
sociedade agindo e vivendo em nós.
Não
podemos viver em extremos, mas encontrar um meio termo entre as duas
consciências. Não viva uma submissão cega, vazia e totalmente passiva, nem
uma individualidade egoísta, centrada apenas em você e personalizada.
Para
viver a integração bíblica, precisamos de boa vontade. Infelizmente, muitos dão
várias desculpas.
Veja
a parábola das bodas em Mateus 22:1-14.
O rei prepara uma grande festa, mas os convidados não quiseram ir,
depois, não se importaram e, no final, mataram os servos.
Deus
sempre nos convida a celebrar a vida e nos unir ao seu povo, comparecer,
oferecer sacrifícios e celebrar a comunhão com Ele. Is 2:5; 55:1; Jr 50:5; Ez 33:30; Os 6:1; Miquéias 4:2.
A
recusa expressa o coração do povo de Israel: 2 Reis 17:14 “Porém não deram ouvidos; antes, se tornaram obstinados,
de dura cerviz como seus pais, que não creram no SENHOR, seu Deus”.
Atos 7:51
“Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos,
vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais,
também vós o fazeis”.
Esta
parábola mostra as pessoas que dão desculpas, expressam a má vontade.
Normalmente, são pessoas que usam a igreja para melhorar sua vida e família,
mas colocam limites na hora de servir alguém ou permanecer com seu compromisso
de congregar.
*
* *
Integração de novos na fé
A
integração leva o novo cristão a desenvolver sua fé. O fator Barnabé como um estilo de vida. Paulo se recusa a levar
Marcos consigo, pois havia se desviado em obra anterior, o que gera entre Paulo
e Barnabé uma contenda que os separa. Barnabé leva consigo a Marcos. Atos 13:13; 15:37-40. Após anos, o
relacionamento foi restaurado e Paulo indica a outras igrejas que Marcos seja
bem recebido entre eles. Cl 4:10.
IMPORTANTE:
Algumas pessoas se afastam da igreja pela falta de afinidade no meio cristão,
são os peixes fora d’água que aumentam as estatísticas de desviados e, muitas
vezes, se tornam “vacinados” contra o Evangelho.
O
desejo de Jesus é que nenhuma ovelha se perca (Mat 18:14; 1 Tm 2:4).
*
* *
Ferramentas para a integração
Efésios
2:16-21. A igreja como corpo, família e templo do Espírito Santo. Você tem uma
função na congregação. O Senhor nos capacita com o fruto e os dons do Espírito
e dons de ministério para a edificação da congregação.
“Assim
acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais,
procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja”. 1 Coríntios 14:12.
·
O
fruto do Espírito. Gl 5:22-23
“Mas
o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei”.
Fruto
no singular, pois estão entrelaçados. Quem tem Jesus, manifesta qualquer um
destes em sua vida.
Contra
estas coisas não há lei, porque eles são bons para todas as culturas. A vida
cristã é qualidade de vida. Já as obras da carne geram controvérsias e
contrapontos, por isso precisam de leis para regulamentá-las.
·
Dons
do Espírito Santo. 1 Cor 12:8-10.
Ø Dons de revelação. Manifestam a sabedoria de
Deus:
- Palavra de sabedoria
- Palavra de ciência ou
conhecimento
- Discernimento
de espíritos
Ø Dons de poder. Manifestam
o poder de Deus:
- Dom
da Fé
- Curas
- Milagres
Ø Dons de inspiração (se
expressam mediante o uso da palavra falada). Manifestam a mensagem de Deus:
- Dom
de profecia
- Dom
de línguas
- Dom
de interpretação de línguas
·
Dons
do Ministério de Jesus. Efésios 4:11-13.
“E
ele designou alguns para apóstolos [sinais, milagres], outros para profetas,
outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de
preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos
a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade,
atingindo a medida da plenitude de Cristo”.
·
Outros
dons importantes. Romanos 12:6-8.
“Temos
diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de
profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar,
ensine; se é dar ânimo, que assim
faça; se é contribuir, que contribua
generosamente; se é exercer liderança,
que a exerça com zelo; se é mostrar
misericórdia, que o faça com alegria”.
Observações importantes:
-
Nas redes sociais encontramos um discurso em imagens, vídeos ou textos que
falam contra a própria igreja, contra a integração. Você seria capaz de “bater”
no seu próprio corpo? É assim que se comparta aquele que é igreja, mas luta contra
a própria igreja.
-
A congregação tem uma missão e envolve uma série de outros fatores, por isso
não se comprometa apenas com seu ministério (coisas referentes ao teu chamado),
aprenda a viver a totalidade.
-
Não esqueça: ausência (devido ao trabalho, estudos etc.) não significa
desintegração, mas preocupe-se com aqueles que estão ausentes (ou não), contudo
não estão integrados.
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