sábado, 26 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Os Propósitos da Igreja
Rick Warren, pastor e escritor norte-americano, fundador da Saddleback Church na Califórnia e autor do livro “Uma Igreja com Propósitos”, afirma que os propósitos da Igreja do Senhor estão na palavra de Deus, mas podem ser identificados nestes dois grandes textos bíblicos:
O Grande Mandamento: Respondeu Jesus: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: 'Ame o seu próximo como a si mesmo'. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas". Mat 22:37-40.
A Grande Comissão: “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". Mat 28:19-20.
De uma forma mais sistemática, os propósitos da Igreja são:
1- Relacionamento (Evangelização): “Ide e fazei discípulos”
2- Adoração: “Amar ao Senhor sobre todas as coisas”
3- Comunhão: “Amar ao próximo como a si mesmo”
4- Discipulado: “Ensina-os a guardar”
5- Destino (Serviço): “Estarei com vocês até o fim dos séculos”
“Um grande compromisso com o GRANDE MANDAMENTO e a GRANDE COMISSÃO fará surgir uma grande igreja” (Rick Warren)
IMPORTANTE: Há várias maneiras de dizer a mesma coisa, por isso preferimos utilizar outros termos para falar de “evangelização” e “serviço”, pois, de acordo com a realidade de cada igreja, eles podem ser substituídos por sinônimos, como relacionamento, alcance, honra, missão, maturidade etc.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
O Propósito do Relacionamento
Relacionamentos que transformam
Para entender o propósito do relacionamento (ou, evangelização), você precisa responder a seguinte pergunta: “Quanto vale uma vida?”. A base do relacionamento é o valor humano, e não se mede o valor de uma pessoa pela profissão, renda, boa aparência, personalidade etc. Os dois fundamentos do valor humano foram a “criação” e a “redenção”: “criação” porque o homem foi feito a Sua imagem e semelhança no princípio, e “redenção” porque na cruz Cristo abriu caminho para o homem herdar o céu.
Em Atos 20:28 diz: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o
rebanho sobre o qual o Espírito Santo
os colocou como bispos, para pastorearem a igreja
de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue [do seu Filho]”. Este texto bíblico faz referência à Trindade,
mostrando que Pai, Filho e Espírito Santo estão comprometidos com as pessoas, e
nós podemos nos envolver nesta missão quando apascentamos as “ovelhas”. Cuidar das “ovelhas” é um privilégio para todo
homem e mulher de Deus, mas, para ser excelente neste ofício, precisamos ser
pessoas que se relacionam bem.
Colossenses 3:17,23 ensina a como ter um bom relacionamento
com as pessoas. O texto fala de fazermos coisas no nome do Senhor, como seu
representante ou procurador e, também, de fazermos coisas para o Senhor como
seus servos. No primeiro versículo, devo tratar meu próximo como se eu fosse
Jesus Cristo, e, de acordo com o segundo, devo tratar meu próximo como se ele
fosse Jesus Cristo. Podemos concluir que tanto devo dar o respeito e a atenção
que Jesus lhe daria, como devo dar o respeito e a atenção que eu daria a Jesus.
Desta forma, JESUS ESTARÁ EM AMBAS AS PESSOAS. Se um destes princípios já é
revolucionário, a aplicação dos dois será mega revolucionário. Veja Cristo em
cada pessoa.
Pergunte-se: O que faria Jesus em meu lugar? Como Ele
trataria as crianças, as mulheres e os necessitados? Qual honra Jesus deveria
receber?
Quando você sabe se relacionar bem com as pessoas, sua vida
será a maior pregação para evangelizá-las. A evangelização não se resume a uma
estratégia, mas é um processo. Hoje, não temos recursos para criar programas
atraentes o suficiente para competir com o mundo. Porém, temos UMA MENSAGEM que transforma vidas (a
verdade da Palavra de Deus) e RELACIONAMENTOS
AFETIVOS com os quais o mundo não pode competir.
Desenvolva uma atitude evangelizadora. Em Mateus 9:12-13, Jesus disse: "Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes (...). Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento". O Mestre ensina a voltar-se para os pecadores e não para os bons. Muitos ministérios e igrejas fazem um excelente trabalho em agradar os bens e um trabalho medíocre em alcançar os perdidos. Esse conflito entre alcançar o perdido ou agradar os membros da igreja precisa de uma decisão. Se seu ministério não está desagradando os bons, provavelmente você não tem uma atitude evangelizadora. Infelizmente, algumas igrejas colocam o propósito da limpeza acima do propósito da evangelização.
Evangelizar o perdido é uma tarefa difícil, mas precisamos fazê-la de qualquer forma. Ou seja, não podemos desistir de tentar. A evangelização é árdua por causa do inimigo, a salvação eterna é motivo de uma batalha espiritual muito real, porque Satanás não quer que ninguém seja bem-sucedido ao levar outros a Jesus. A evangelização é algo indiscutível, precisamos encará-la como um mandamento.
O desejo de Deus é que todos se salvem (1 Tm 2:4) e o meu desejo é que a igreja ame as vidas, que tenha compaixão pelos perdidos (Lc 15:7) e seja uma luz que brilha de maneira que outros sejam levados a glorificar a Deus (Mt 5:16). Não espero que todos se tornem líderes de células, nem evangelistas consagrados, mas que todos tenham interesse pelos amigos perdidos, orem por eles e os conquistem para a Reino.
NÃO ESQUEÇA: Não crescer é o mesmo que condenar nossos amigos não-cristãos ao inferno. É dizer que eles não são importantes e não merecem nossos esforços.
Nas próximas postagens, apresento estratégias de relacionamento que levam salvação e transformação para a vida de familiares, amigos, colegas e, até mesmo, pessoas desconhecidas.
O Propósito da Adoração
A palavra adoração no dicionário tem vários significados: render culto, amar ao extremo, gostar muitíssimo, reverenciar etc. No original grego, a palavra “Proskuneo” tem o significado de prostrar-se, vergar-se, obedecer, mostrar reverência, homenagear, louvar e beijar. Acrescento mais alguns significados à palavra adoração: elogiar, sacrificar e guerrear no reino espiritual.
O adorador é uma pessoa que AMA a Deus sobre todas as coisas. Um dos porquês da fundação da Igreja é a ADORAÇÃO A DEUS. Este propósito pode ser realizado de forma individual, mas também você pode contribuir para que outras pessoas adorem a Deus.
O Mestre Jesus ensina a como levar uma pessoa a adorar a
Deus em João 4:1-30, na conhecida história da mulher samaritana.
Nesta história, Jesus sentiu compaixão dos samaritanos.
Judeus e samaritanos se desprezavam porque os samaritanos eram um povo de
sangue e religião misturados, apesar de conhecerem o Pentateuco e “adorarem” a
Deus (II Reis 17:33). Jesus andou um longo caminho porque tinha o desejo de
salvá-los. Quando a bíblia diz: “Era-lhe necessário atravessar a província de
Samaria” (Vv.4), mostra uma necessidade divina de salvação. Ele quebrou as
barreiras sociais da época, rompeu o silêncio mostrando que Ele tinha uma
necessidade. Ele disse: “Dá-me de beber” (Vv.7). Jesus ganhou a confiança da
mulher ao revelar sua sede.
Em seguida, Ele sugeriu que a mulher também tinha uma sede, uma necessidade mais profunda (Vv.10) e que o vazio da sua alma poderia ter sido satisfeito (Vv.13-14). Isso gerou na mulher samaritana uma curiosidade. Com discernimento, Jesus tratou seu pecado revelando quem ela era. Tratou seus pecados mais íntimos (Vv.16-18).
Depois, ensinou sobre a adoração (Vv.21-23). A adoração não estará mais limitada a um espaço e tempo específicos (Monte Gerizim ou em Jerusalém uma vez ao ano); não existe um estilo particular de adoração; mas, dois requisitos: em espírito (do homem e de Deus) e em verdade. A adoração “em espírito” é um estilo de vida para com Deus. “Em verdade”, em obediência a palavra. A mulher ao aprender sobre adoração, não foi fechar-se no seu quarto, ou em seu altar secreto, não foi compartilhar o que aconteceu com um só homem, mas com toda uma cidade. Ela colocou um pensamento em suas mentes: “será que esse não é o Cristo?”.
O propósito da adoração não se limita a canções, mas, na
verdade, é a nossa forma de expressar amor a Deus. Nós comunicamos nosso amor
por meio de orações, músicas, ofertas, testemunhos, agradecimentos e da
mensagem da Palavra. Os cristãos salvos, batizados, nascidos de novo já são
adoradores. Quem precisa realmente aprender sobre adoração são as pessoas que
visitam nossas igrejas nos cultos de domingo e que ainda não desenvolveram um
relacionamento diário com Deus.
Nas próximas
postagens, apresento estratégias de adoração a serem aplicadas na igreja de
forma a conduzirem visitantes e pessoas menos comprometidas a desenvolverem uma
vida de adoração a Deus.
O Propósito da Comunhão
O propósito da comunhão consiste em cuidar de cada pessoa em pequenos grupos (no caso, as células). Quando as pessoas se tornam crentes, normalmente pela evangelização, elas são recebidas na comunhão dos cristãos. O texto de Efésios 2:19 diz: “Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus”. Deus nunca teve a intenção de que os cristãos vivessem isolados, mas em comunhão com outros crentes, sendo identificados como o corpo de Cristo.
Cuidar das pessoas significa dedicar-se a ajudá-las a crescer no seu relacionamento com Deus. O crescimento espiritual mais mensurável e substancial observa-se entre pessoas que possuem relacionamentos estáveis, responsáveis e saudáveis com outros discípulos. Esses relacionamentos são conquistados por meio da comunhão. A verdadeira comunhão ocorre na igreja quando as pessoas são conhecidas, cuidadas e encorajadas em sua caminhada espiritual.
Muitas vezes usamos indiscriminadamente e de forma
generalizada a palavra comunhão para comunicar tudo o que fazemos juntos com os
irmãos da igreja. No entanto, essa palavra tão utilizada parece carecer do
significado de comunhão apresentado no Novo Testamento. Na igreja antiga, a
comunhão era mais uma questão de entrosamento do que de entretenimento. Ela
incluía o comungar (1 Jo 1:7) e o repartir o pão (At 2:42) com os outros
crentes, bem como o desenvolvimento da intimidade com Cristo (1 Co 1:9) e com
outros crentes (Gl 2:9). O modo mais eficaz de alcançar a comunhão bíblica na
vida das pessoas é buscar a participação delas nas células (pequenos grupos).
Uma célula de sucesso coloca as pessoas em contato com as outras criando um
senso de comunidade.
As pessoas costumam perguntar: “O que fazer para que meu
grupo de célula cresça?”. A resposta é: “Tome conta das pessoas que Deus
confiou em suas mãos. Cuide bem delas!”. Jesus usou uma história para ilustrar
esse princípio de supervisão, em Mateus 25:21: “Bem está servo bom e fiel”,
disse o patrão. “Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito de colocarei. Entra no
gozo do teu Senhor”.
O que são as células?
“Grupos pequenos integrados por pessoas que se reúnem no mínimo uma vez por
semana, com o propósito de desenvolver um crescimento integral centrado na
Palavra de Deus”.
- As células permitem que as pessoas se conheçam.
- As células estimulam a comunicação entre os discípulos,
pois se cria uma atmosfera emocional na qual é possível expressar as ideias sem
medo de errar.
- As células permitem que os discípulos personalizem sua fé.
As pessoas ouvem muitos sermões, mas essas mensagens são geralmente difíceis de
aplicar a menos que sejam discutidas. Pequenos grupos permitem a discussão de
como a verdade pode ser implementada na nossa vida.
- As células encorajam a responsabilidade nas amizades. O ato
de compartilhar abre as portas para a ajuda mútua. A vida cristã é muito
difícil de ser vivenciada no isolamento. A Bíblia explica a necessidade da
companhia de outros (Tiago 5:16).
CONSELHOS PARA OS
LÍDERES DE CÉLULAS:
- Aproveite o tempo da célula para alimentar o
relacionamento entre as pessoas, em vez de gastá-lo na preparação ou treinamento.
O propósito principal da célula é a comunhão, já o discipulado deve ser vivido
em outro momento.
- Tenha a perspectiva de abrir novas células. Se a igreja
estiver alcançando a comunidade por meio do propósito do relacionamento
(evangelização), o número de participantes crescerá e estes farão parte das
células. Para que as células continuem saudáveis, é preciso constantemente
identificar líderes em potencial.
- Mergulhe no mundo dos seus líderes. Se você é líder de
célula, pode preferir ficar mais tempo ao lado dos seus discípulos, mas, da
mesma forma, é importante passar tempo com seus líderes para que todos possam
crescer juntos.
- Durante o momento de ministração da palavra na célula:
mostre que aprecia o comentário de todos; não tenha medo do silêncio; não pense
que deve ter todas as respostas certas; mantenha o grupo concentrado; não tenha
pressa de passar para a outra pergunta, pois a prioridade é o diálogo e não
responder a todas as perguntas; não domine a conversa; peça a Deus para
iluminar o seu pensamento.
O Propósito do Discipulado
Para muitos pastores e líderes, um dos momentos mais tristes de seus ministérios é quando encontram pessoas que fizeram parte de suas igrejas e que ainda não deram prioridade à sua fé. Nem todas as histórias positivas daqueles que estão comprometidos, servem de remédio para curar essa tristeza, pois cada discípulo é singular. Muitos líderes se perguntam o que deu errado e, às vezes, tem um sentimento de culpa ao questionarem o seu papel no crescimento espiritual das pessoas.
Por outro lado, percebemos que alguns “ex-cristãos” tinham
conhecimentos da bíblia, de doutrina cristã e de teologia, mas não tinham
aprendido a manter sua fé e a crescer sozinho. Estes cresceram porque
frequentaram a programação do ministério. Enquanto ela existia, eles cresceram.
Um ministério que encoraja seus discípulos a serem mais comprometido com a
programação e seus pastores do que com Cristo e o caminho d’Ele, precisa
repensar radicalmente sua estratégia de discipulado.
Discipulado é o termo regularmente utilizado para descrever o desenvolvimento e o fortalecimento dos cristãos em sua constante jornada de seguir os passos de Cristo. A bíblia está repleta de ordens relacionadas ao crescimento na fé. Em Hebreus 6:1 somos exortados: “Pelo que, deixando os ensinos elementares da doutrina de Cristo, prossigamos para a perfeição”. O discipulado é um processo permanente que Deus usa para nos levar à maturidade em Cristo.
Hoje, existem vários livros sobre discipulado com definições
diversas sobre esta tarefa. Existem padrões distintos de crescimento espiritual
e cada discípulo responde de uma maneira diferente, por isso podemos concluir
que não existe apenas uma maneira de discipular. Doug Fields, no livro “Um
Ministério para Líderes de Jovens com Propósitos”, um simples definição para
discipulado: “ajudar as pessoas a se tornarem mais parecidas com Cristo”. Para
alguns, basta menos de seis meses para apresentarem algum sinal de crescimento.
Para outros, é necessário três anos!
O discipulado deve conter dois elementos: um educacional e
outro relacional. Jesus ensinou seus discípulos (educacional), assim como andou
e viveu com eles (relacional). Mas, Ele fez algo mais surpreendente: comunicou
que iria deixá-los. Ele preparou seus discípulos para sua ausência. Jesus lhes
ensinou hábitos e disciplinas espirituais que seriam necessários para o
crescimento deles na fé. Assim, nós precisamos equipar as pessoas comprometidas
do ministério com hábitos necessários para sua “independência” espiritual, ao
invés de criarmos uma dependência intelectual daqueles. Muitos jovens precisam
mais de relacionamentos do que de informações. Temos nos nossos ministérios
jovens letrados na Bíblia que não produzem frutos. Estes têm todas as respostas
certas (conhecimento), mas fazem escolhas erradas diariamente. Por isso, não
podemos ter um plano de discipulado baseado em programas.
“E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste,
confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2
Tm 2:2).
Promova hábitos em
vez de programas
Os membros dos nossos ministérios precisam desenvolver
hábitos espirituais consistentes. É o maior legado que podemos lhes dar para
enfrentar os desafios, os conflitos e os problemas da vida. O que manterá viva
a fé do jovem diante das provações? Resposta: a graça de Deus e os hábitos
desenvolvidos.
Nós, escolhemos seis hábitos a partir da seguinte pergunta:
“Que hábitos são importantes para o crescimento espiritual permanente? Quais
são os hábitos nos quais você confia para manter um autêntico relacionamento
com Jesus Cristo?”. Por se tratar da palavra “hábito”, fizemos uma lista com as
iniciais de acordo com ela. Forçamos um pouco, mas é para ajudar a memorização.
HORA
silenciada com Deus
ACOMPANHAMENTO
de outro crente
BÍBLIA
(estudo e memorização)
INTEGRAÇÃO
à igreja
TESTEMUNHO
OFERTAS
e dízimos
Após a definição dos hábitos, é importante perguntar: “Que
estratégias podem ajudar os membros dos nossos ministérios a desenvolvê-los?”.
Não é suficiente dizer: “Quero que estudem a bíblia”, mas não lhes oferecer um
recurso que os ajude a estudar a bíblia. Precisamos criar ferramentas, elaborar
materiais e assumir o papel de encorajador. Além de receber o encorajamento do
líder, cada pessoa comprometida tem o apoio da célula (grupo pequeno). O líder
desse grupo é aquele que faz a maior parte do trabalho de encorajamento e
exerce ativamente o papel de discipulador, supervisor e orientador.
O Propósito do Destino
Uma das grandes alegrias de um pastor ou líder é observar discípulos abraçando os propósitos da Igreja. Os discípulos voltam seu coração para Jesus e encontram uma oportunidade para servi-lo, seja no que for que a vida lhes reserve. Todos os filhos de Deus deveriam ouvir com alegria sobre a participação no serviço do Reino, pois a igreja nasceu para a participação ativa e não para a observação passiva. Precisamos lembrar sempre que a vida de observação passiva é uma vida desperdiçada, mas a vida de participação ativa na obra do reino é a razão de termos nascido.
O cristão que vive o seu destino em Deus entende que foi:
- criado para um propósito, Ef 2:10;
- salvo para um propósito, 2 Tm 1:9;
- chamado para um propósito, 1 Pe 2:9,10;
- dotado para um propósito, 1 Pe 4:10;
- autorizado para um propósito, Mt 28:18-20;
- ordenado para um propósito, Mt 20:26-28;
- necessário para o propósito, 1 Co 12:27;
- e será recompensado de acordo com o seu propósito, Cl
3:23,24;
Viver o propósito do destino consiste na ação de servir que
pode ser definida como “suprir necessidades com amor”. Viver seu destino em
Deus significa viver a missão que Ele designou para você.
Contudo, para muitos, o entendimento da "missão" é baseado em dicotomias
(separações) como as seguintes:
Missão local X Missão transcultural
Missionários X Enviados
Igreja local X Campo missionário
Precisamos entender que decidir a nossa fé para Cristo já é
ser eleito e chamado para a obra do Reino. Em Atos 1:8, Jesus disse que
seríamos testemunhas (“aqueles que viram, ouviram e/ou presenciaram”). Estas
testemunhas seriam mártires, pessoas dispostas a morrer pela causa do
Evangelho. Neste versículo, Ele une a missão local e a transcultural.
Você não precisa ser um missionário consagrado para pregar a
palavra de Deus, nem de uma programação para evangelizar. Efésios 4:7 diz que “a
graça foi dada a cada um”, por isso não diga que é incapaz. Você recebeu uma
unção (capacitação) para manifestar o reino de Deus na terra.
Entenda que o campo missionário é um campo de necessidade.
Quais as necessidades do seu bairro, da sua rua, dos seus vizinhos? Ao redor da
sua congregação, existem pessoas como necessidades sejam materiais, físicas,
emocionais etc. Em 1 Ts 1:4-10, Paulo mostra como a partir de uma igreja local,
o trabalho evangelístico se espalhou para outros lugares. Sejamos como estes
irmãos!
Para descobrir em que você pode servir ao Senhor, utilize a
ferramenta do MOLDE, criada pelos líderes da Igreja de Saddleback. Deus “modelou”
a todos de uma maneira singular, cada indivíduo para fazer alguma coisa no
ministério.
MÉRITOS:
“Que habilidades ou talentos naturais você tem ou desenvolveu antes de seu
relacionamento com Cristo?”
ORIGINALIDADE:
“Como sua personalidade única, seu espírito, pode marcar seu ministério?”
LIGAÇÃO:
“O que você gosta de fazer? O que você faz com o coração?”
DONS
ESPIRITUAIS: “Qual o dom que Deus lhe concedeu?”
EXPERIÊNCIAS:
“Como suas experiências espirituais, tanto as boas como as más, podem ser
usadas para ajudar a outros?”
Esta é apenas uma das ferramentas utilizadas para
entendermos nosso destino em Deus. Aquele que se tornou um “ministro” ou “servo”
não deve perder seu desejo de aprender, de estar sempre se capacitando e
perseverando na fé. Este “ministro” deve ter uma participação ativa na sua
congregação e, principalmente, estar presente nas escolas de estudo bíblico.
Não esqueçam, “a soberba precede a ruína, o espírito arrogante vem antes da
queda” Pv 16:18.
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