quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Propósito do Destino

Uma das grandes alegrias de um pastor ou líder é observar discípulos abraçando os propósitos da Igreja. Os discípulos voltam seu coração para Jesus e encontram uma oportunidade para servi-lo, seja no que for que a vida lhes reserve. Todos os filhos de Deus deveriam ouvir com alegria sobre a participação no serviço do Reino, pois a igreja nasceu para a participação ativa e não para a observação passiva. Precisamos lembrar sempre que a vida de observação passiva é uma vida desperdiçada, mas a vida de participação ativa na obra do reino é a razão de termos nascido.



O cristão que vive o seu destino em Deus entende que foi:


- criado para um propósito, Ef 2:10;


- salvo para um propósito, 2 Tm 1:9;


- chamado para um propósito, 1 Pe 2:9,10;


- dotado para um propósito, 1 Pe 4:10;


- autorizado para um propósito, Mt 28:18-20;


- ordenado para um propósito, Mt 20:26-28;


- necessário para o propósito, 1 Co 12:27;


- e será recompensado de acordo com o seu propósito, Cl 3:23,24;


Viver o propósito do destino consiste na ação de servir que pode ser definida como “suprir necessidades com amor”. Viver seu destino em Deus significa viver a missão que Ele designou para você.  


Contudo, para muitos, o entendimento da "missão" é baseado em dicotomias (separações) como as seguintes:


Missão local X Missão transcultural


Missionários X Enviados


Igreja local X Campo missionário


Precisamos entender que decidir a nossa fé para Cristo já é ser eleito e chamado para a obra do Reino. Em Atos 1:8, Jesus disse que seríamos testemunhas (“aqueles que viram, ouviram e/ou presenciaram”). Estas testemunhas seriam mártires, pessoas dispostas a morrer pela causa do Evangelho. Neste versículo, Ele une a missão local e a transcultural.


Você não precisa ser um missionário consagrado para pregar a palavra de Deus, nem de uma programação para evangelizar. Efésios 4:7 diz que “a graça foi dada a cada um”, por isso não diga que é incapaz. Você recebeu uma unção (capacitação) para manifestar o reino de Deus na terra.


Entenda que o campo missionário é um campo de necessidade. Quais as necessidades do seu bairro, da sua rua, dos seus vizinhos? Ao redor da sua congregação, existem pessoas como necessidades sejam materiais, físicas, emocionais etc. Em 1 Ts 1:4-10, Paulo mostra como a partir de uma igreja local, o trabalho evangelístico se espalhou para outros lugares. Sejamos como estes irmãos!


Para descobrir em que você pode servir ao Senhor, utilize a ferramenta do MOLDE, criada pelos líderes da Igreja de Saddleback. Deus “modelou” a todos de uma maneira singular, cada indivíduo para fazer alguma coisa no ministério.


MÉRITOS: “Que habilidades ou talentos naturais você tem ou desenvolveu antes de seu relacionamento com Cristo?”


ORIGINALIDADE: “Como sua personalidade única, seu espírito, pode marcar seu ministério?”


LIGAÇÃO: “O que você gosta de fazer? O que você faz com o coração?”


DONS ESPIRITUAIS: “Qual o dom que Deus lhe concedeu?”


EXPERIÊNCIAS: “Como suas experiências espirituais, tanto as boas como as más, podem ser usadas para ajudar a outros?”


 Esta é apenas uma das ferramentas utilizadas para entendermos nosso destino em Deus. Aquele que se tornou um “ministro” ou “servo” não deve perder seu desejo de aprender, de estar sempre se capacitando e perseverando na fé. Este “ministro” deve ter uma participação ativa na sua congregação e, principalmente, estar presente nas escolas de estudo bíblico. Não esqueçam, “a soberba precede a ruína, o espírito arrogante vem antes da queda” Pv 16:18.
 

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