segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

HÁBITO 1 - HORA SILENCIOSA COM DEUS

Um dos maiores privilégios que temos é a comunicação com o Criador. É a oportunidade de nos relacionarmos com Ele.
“Deus nada faz a não ser em resposta à oração” (John Wesley)


O ponto mais alto do ministério de ensino de Jesus foi quando os seus discípulos pediram-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar” (Luc 11:1). Quando os alunos fazem as perguntas certas, o mestre fica feliz.
Se a oração é tão importante, por que a maioria de nós não ora com regularidade?
- “Porque nós estamos profundamente conscientes de que isso nos custará algo. Mais que tempo. Mais que dinheiro. Mais que fé. Mais que se tornar religioso. Lançar mão da oração como minha fonte disponível para um uso efetivo, prático e diário (como uma certeza permanente em um mundo imprevisível) me custará alguma coisa. Honestidade” (p.20).
- A honestidade requer reconhecimento do que não somos. A insistência em que podemos obter a vitória por nós mesmos e em que “vou fazer as coisas do meu jeito” é o que é mais intrínseco à natureza humana.
“Minha confissão honesta de impotência abre a porta para a onipotência”.
O princípio da oração é a necessidade.
O primeiro princípio da oração não é fé, nem promessas, mas necessidade. O pastor Watchman Nee gostava de fazer a seguinte pergunta aos irmãos: Deus ouve sua oração? As pessoas respondiam: Depois de orar 3 ou 5 vezes o assunto é esquecido. Por que é esquecido? Porque não existe a pressão da necessidade. Por isso, as pessoas não recebem resposta da sua oração. “Se você esqueceu um assunto de oração, como pode culpar a Deus por não se lembrar?”. O crente se volta a Deus com uma necessidade.
“Se você tem uma necessidade profunda de algo, você é um forte candidato a um extraordinário milagre de Deus”.
A ORAÇÃO EXIGE CERTA “ATITUDE DE CORAÇÃO”
Uma oração de coração para coração, seja desajeitada, titubeante, temerosa, dúbia, bem apresentada, sussurrada ou desejada silenciosamente. Mas, não esqueçam as observações de Jesus:
1- Não ser hipócrita: Jesus não condena a oração pública, mas sim a exibição vaidosa e a falta de honestidade (Mt 6:5; Sl 19:12-13).
2- Privacidade na oração: “Entra no teu quarto” fala de intimidade (como de cônjuges). O altar público será uma consequência do altar secreto (Is 26:20; Mc 1:35; Mt 6:6).
3- Não usar de vãs repetições: As vãs repetições são características das rezas idólatras, as quais parecem ser um esforço para vencer a má vontade de Deus em responder (Mt 6:7; At 19:34; Tg 4:3).
A ORAÇÃO MODELO: O PAI NOSSO
Jesus ensinou a oração do Pai Nosso como um modelo para nos comunicarmos com Deus, não como uma estrutura para cair em vã repetição, mas como um guia, com níveis específicos, que cobrem as necessidades do nosso cotidiano. É uma oração completa. Nenhum ponto de experiência ou questão da vida fica de fora. Mt 6:9-13; Lc 11:2-4
1- ADORAÇÃO: a oração é um momento de louvor e adoração ao Pai (Mt 6:9)
Ao declarar “Pai”, Jesus revela a natureza de Deus, que não é uma divindade insensível nem imprevisível. Jesus foi um dos primeiros a chamá-lo de Pai (Abba do aramaico: paizinho querido ou papai).
“Que estás nos céus” reconhece a autoridade de Deus, sua habitação e o seu poder.
“Santo” significa inteireza, ao declarar esta palavra adoramos a Deus reconhecendo sua natureza imutável e íntegra. Apocalipse 4:8.
2- GOVERNO: a oração deve de algum modo convidar sua vontade para operar na terra (Mt 6:10).
Se o desejo de Deus é governar a terra, por que já não fez isso? Deus tem poder para fazer isso, mas Ele não deseja dominar pela força. Ele escolheu operar por meio de pessoas. E se Deus não encontrar alguém para ser um canal específico? Isaías 59:16 mostra que quando o impacto do pecado impediu Deus de encontrar um homem por meio de quem operar, ele mesmo se fez homem. Isso mostra que Deus deseja realizar sua obra redentora por meio do homem e da sua igreja (corpo de Cristo).
A vontade de Deus se manifestará quando os que desejam que sua vontade seja feita declararem que seja assim. (Jo 6:39; 1 Tm 2:4).
A geração que vai confirmar o evangelho (At 17:6)
3- PROVISÃO: Deus se interessa pelo detalhe diário e pelos acontecimentos corriqueiros. Ele ordena orarmos pelos assuntos do dia a dia (Mt 6:11)
Não devemos ser negligentes em pedir que Deus seja o nosso provedor. Devemos consultar a Deus sobre as menores coisas da vida os assuntos mais simples.
4- PERDÃO: a oração é um momento de reconhecer nossa necessidade de purificação (Mt 6:12). Pedir perdão pelos pecados é uma necessidade contínua (1 Jo 1:8) e recebe uma resposta contínua (1 Jo 1:9).
Para experimentar o perdão não podemos negligenciar a visão que Deus tem de nossos relacionamentos.
“Jesus proíbe uma aproximação vertical de Deus que negligencie a aproximação horizontal das pessoas”. Nosso perdão depende de nossa disposição em perdoar. Eu devo permitir que o perdão que recebi flua para outras pessoas.
O relacionamento precede a nossa adoração (Mt 5:23,24), isso choca nossas convicções “espirituais”. Violar o princípio do perdão resultará na falta de resposta das suas orações.
5- PROTEÇÃO: o homem encontra-se em constante perigo, por isso precisa procurar a proteção de Deus (Mt 6:13a; Pv 22:3a). O bem e o mal são duas forças que operam no mundo. Mesmo o nascido de novo precisa pedir o livramento de enfermidades, acidentes, ruína econômica etc.
Para vencer a tentação, ore pedindo a armadura de Deus (Efésios 6:10-17).
6- ENTREGA: toda oração termina colocando tudo nas mãos de Deus (Mt 6:13b). Ele é que nos dá segurança e confiança (Sl 90:1-2; Jo 10:27-28).
CONCLUSÃO
A oração é o caminho estabelecido por Deus para que todo o crente em Cristo estabeleça uma relação íntima e contínua com Ele. Proponha em seu coração fazer da oração um estilo de vida.
- Escolha diariamente uma hora fixa
- Selecione um lugar específico
- Use a bíblia como suporte
- Faça um registro do que o Senhor lhe revela, de acordo com suas petições



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