Um
dos maiores privilégios que temos é a comunicação com o Criador. É a
oportunidade de nos relacionarmos com Ele.
“Deus nada faz a não ser em resposta à
oração” (John Wesley)
O ponto mais alto do ministério de ensino de Jesus
foi quando os seus discípulos pediram-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar” (Luc
11:1). Quando os alunos fazem as perguntas certas, o mestre fica feliz.
Se a oração é tão importante,
por que a maioria de nós não ora com regularidade?
-
“Porque nós estamos profundamente conscientes de que isso nos custará algo.
Mais que tempo. Mais que dinheiro. Mais que fé. Mais que se tornar religioso.
Lançar mão da oração como minha fonte disponível para um uso efetivo, prático e
diário (como uma certeza permanente em um mundo imprevisível) me custará alguma
coisa. Honestidade” (p.20).
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A honestidade requer reconhecimento do que não somos. A insistência em que
podemos obter a vitória por nós mesmos e em que “vou fazer as coisas do meu
jeito” é o que é mais intrínseco à natureza humana.
“Minha confissão honesta de
impotência abre a porta para a onipotência”.
O
princípio da oração é a necessidade.
O primeiro princípio da oração não é fé,
nem promessas, mas necessidade. O pastor Watchman Nee
gostava de fazer a seguinte pergunta aos irmãos: Deus ouve sua oração? As
pessoas respondiam: Depois de orar 3 ou 5 vezes o assunto é esquecido. Por que
é esquecido? Porque não existe a pressão da necessidade. Por isso, as pessoas
não recebem resposta da sua oração. “Se você esqueceu um assunto de oração,
como pode culpar a Deus por não se lembrar?”. O crente se volta a Deus com uma
necessidade.
“Se você tem uma necessidade
profunda de algo, você é um forte candidato a um extraordinário milagre de
Deus”.
A ORAÇÃO EXIGE CERTA “ATITUDE
DE CORAÇÃO”
Uma
oração de coração para coração, seja desajeitada, titubeante, temerosa, dúbia,
bem apresentada, sussurrada ou desejada silenciosamente. Mas, não esqueçam as
observações de Jesus:
1- Não ser hipócrita:
Jesus não condena a oração pública, mas sim a exibição vaidosa e a falta de
honestidade (Mt 6:5; Sl 19:12-13).
2-
Privacidade na oração: “Entra no teu quarto” fala de intimidade
(como de cônjuges). O altar público será uma consequência do altar secreto (Is
26:20; Mc 1:35; Mt 6:6).
3-
Não usar de vãs repetições: As vãs repetições são características
das rezas idólatras, as quais parecem ser um esforço para vencer a má vontade
de Deus em responder (Mt 6:7; At 19:34; Tg 4:3).
A ORAÇÃO MODELO: O PAI NOSSO
Jesus
ensinou a oração do Pai Nosso como um modelo para nos comunicarmos com Deus,
não como uma estrutura para cair em vã repetição, mas como um guia, com níveis
específicos, que cobrem as necessidades do nosso cotidiano. É uma oração completa.
Nenhum ponto de experiência ou questão da vida fica de fora. Mt 6:9-13; Lc
11:2-4
1-
ADORAÇÃO: a oração é um momento de
louvor e adoração ao Pai (Mt 6:9)
Ao
declarar “Pai”, Jesus revela a natureza de Deus, que não é uma divindade
insensível nem imprevisível. Jesus foi um dos primeiros a chamá-lo de Pai (Abba
do aramaico: paizinho querido ou papai).
“Que
estás nos céus” reconhece a autoridade de Deus, sua habitação e o seu poder.
“Santo”
significa inteireza, ao declarar esta palavra adoramos a Deus reconhecendo sua
natureza imutável e íntegra. Apocalipse 4:8.
2- GOVERNO:
a oração deve de algum modo convidar sua vontade para operar na terra (Mt
6:10).
Se
o desejo de Deus é governar a terra, por que já não fez isso? Deus tem poder
para fazer isso, mas Ele não deseja dominar pela força. Ele escolheu operar por
meio de pessoas. E se Deus não encontrar alguém para ser um canal específico?
Isaías 59:16 mostra que quando o impacto do pecado impediu Deus de encontrar um
homem por meio de quem operar, ele mesmo se fez homem. Isso mostra que Deus
deseja realizar sua obra redentora por meio do homem e da sua igreja (corpo de
Cristo).
A
vontade de Deus se manifestará quando os que desejam que sua vontade seja feita
declararem que seja assim. (Jo 6:39; 1 Tm 2:4).
A
geração que vai confirmar o evangelho (At 17:6)
3- PROVISÃO:
Deus se interessa pelo detalhe diário e pelos acontecimentos corriqueiros. Ele
ordena orarmos pelos assuntos do dia a dia (Mt 6:11)
Não
devemos ser negligentes em pedir que Deus seja o nosso provedor. Devemos
consultar a Deus sobre as menores coisas da vida os assuntos mais simples.
4- PERDÃO:
a oração é um momento de reconhecer nossa necessidade de purificação (Mt 6:12).
Pedir perdão pelos pecados é uma necessidade contínua (1 Jo 1:8) e recebe uma
resposta contínua (1 Jo 1:9).
Para
experimentar o perdão não podemos negligenciar a visão que Deus tem de nossos
relacionamentos.
“Jesus
proíbe uma aproximação vertical de Deus que negligencie a aproximação
horizontal das pessoas”. Nosso perdão depende de nossa disposição em perdoar. Eu
devo permitir que o perdão que recebi flua para outras pessoas.
O
relacionamento precede a nossa adoração (Mt 5:23,24), isso choca nossas
convicções “espirituais”. Violar o princípio do perdão resultará na falta de
resposta das suas orações.
5- PROTEÇÃO: o
homem encontra-se em constante perigo, por isso precisa procurar a proteção de
Deus (Mt 6:13a; Pv 22:3a). O bem e o mal são duas forças que operam no mundo.
Mesmo o nascido de novo precisa pedir o livramento de enfermidades, acidentes,
ruína econômica etc.
Para
vencer a tentação, ore pedindo a armadura de Deus (Efésios 6:10-17).
6- ENTREGA: toda
oração termina colocando tudo nas mãos de Deus (Mt 6:13b). Ele é que nos dá
segurança e confiança (Sl 90:1-2; Jo 10:27-28).
CONCLUSÃO
A
oração é o caminho estabelecido por Deus para que todo o crente em Cristo
estabeleça uma relação íntima e contínua com Ele. Proponha em seu coração fazer
da oração um estilo de vida.
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Escolha diariamente uma hora fixa
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Selecione um lugar específico
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Use a bíblia como suporte
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Faça um registro do que o Senhor lhe revela, de acordo com suas petiçõesFAÇA O DOWNLOAD DO EXERCÍCIO 1. CLIQUE EM DOWNLOAD.


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