segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

HÁBITO 2 - ACOMPANHAMENTO DE OUTRO CRENTE

A igreja é uma família e o corpo de Cristo

Quando as pessoas se tornam crentes, normalmente pela evangelização, elas são recebidas na comunhão dos cristãos. O texto de Efésios 2:19 diz: “Assim já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus”.

Deus nunca teve a intenção de que os cristãos vivessem isolados, mas sim em comunhão com outros crentes, sendo identificados como o corpo de Cristo. “Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse Corpo” 1 Co 12:27.

Todos os que pensam que estão em Jesus, mas não precisam da Igreja estão errados, pois Cristo não é uma cabeça decapitada. A vida cristã não foi feita para viver sozinho. Ex.: O leão sempre pega a Hiena que está sozinha. O isolado se torna uma presa para o inimigo.

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” Ec 4:9-10




“Sozinho vou rápido, juntos iremos mais longe”

O que as formigas no ensinam? “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio”. Pv 6:6. Uma palavra que resume a vida das formigas é “comunidade”. Elas dependem inteiramente umas das outras, a pequena força individual se torna miraculosa através da união para o trabalho. Formigas têm essência de irmandade, elas repartem o alimento e  cooperam para o bem estar umas das outras.

O hábito do acompanhamento de outro crente consiste em cuidar uns dos outros por meio da comunhão. Cuidar das pessoas significa dedicar-se a ajudá-las a crescer no seu relacionamento com Deus. O crescimento espiritual mais substancial observa-se entre pessoas que possuem relacionamentos estáveis, responsáveis e saudáveis com outros discípulos.

A verdadeira comunhão ocorre na igreja quando as pessoas são conhecidas, cuidadas e encorajadas em sua caminhada espiritual.Por que é um hábito? Porque somos uma igreja apostólica. Vejam os hábitos da primeira geração apostólica em Atos 2:42-47. Somos uma igreja com propósitos e um destes é o da comunhão.

A igreja só da certo com você em comunhão, para você não se gloriar. Você precisa “prestar contas”. Essa é uma dinâmica que todos nós precisamos, pois entre os irmãos aprendemos o arrependimento, o perdão, a tolerância, a paciência, o domínio próprio etc.

A igreja possui máculas e rugas, pois ainda está vivendo o processo de santificação e crescimento. Sempre é mais fácil criticar e mais difícil dizer: “eu tenho compromisso com o corpo e vou me engajar no processo de amadurecimento”.

Não deixemos que as críticas e os erros cometidos por irmãos e líderes (e até por nós mesmos) nos afetem a ponto de nos afastar da comunhão com Deus e com a Igreja.

Atenção: Muitas vezes usamos indiscriminadamente e de forma generalizada a palavra comunhão para comunicar tudo o que fazemos juntos com os irmãos da igreja. No entanto, essa palavra tão utilizada parece carecer do significado de comunhão apresentado no Novo Testamento. Na igreja antiga, a comunhão era mais uma questão de entrosamento do que de entretenimento. Ela incluía o comungar (1 Jo 1:7) e o repartir o pão (At 2:42) com os outros crentes, bem como o desenvolvimento da intimidade com Cristo (1 Co 1:9) e com outros crentes (Gl 2:9).

Como alcançar a comunhão bíblica?

O modo mais eficaz de alcançar a comunhão bíblica na vida das pessoas aqui na nossa congregação é:

- Participar das células (pequenos grupos). Uma célula de sucesso coloca as pessoas em contato com as outras criando um senso de comunidade.

- Participar de um grupo de discipulado. Cl 1:28; Ef 4:12-13; Desenvolver um relacionamento responsável e saudável

Enfim, onde viver em comunhão? Célula, discipulado etc. Com quem viver a comunhão? Irmãos, líderes, pastores, amigos etc.

Estratégias práticas: ligações telefônicas, mensagens, visitas, sair para resolver as coisas juntos, “fazer nada” juntos etc.
 EXEMPLOS BÍBLICOS

Exemplos de pessoas que caminharam juntas em uma experiência discipuladora.

Obs: Pedir para os alunos se dividirem em grupos, escolherem um dos exemplos abaixo, lerem as escrituras identificando os versículos que mostram o “acompanhamento de outro crente”. Oportunizá-los a compartilhar.

·        Moisés e Josué (libertadores)

Êxodo 17:8-15. Josué já estava preparado para enfrentar as batalhas. Moisés confia a ele uma função que somente alguém de muita confiança poderia fazer. Mesmo preparado, Moisés o apóia em oração. Uma relação de discipulado não acaba, mas é contínua e perpétua.

Êxodo 24:12-13. Quando Moisés sobe o monte para receber os mandamentos, ele chama Josué.

Êxodo 32:17. Comunicava a Moisés o que acontecia com o povo. Um relacionamento mútuo.

Josué 1:1-9. Após a morte de Moisés, Josué é reconhecido como seu servo e sucessor.

·        Elias e Eliseu (profetas)

1 Rs 19:19-21. O profeta Elias estava cansado, com sinais de depressão, desejando a sua morte. Ele se refugiou em uma caverna, mas Deus o chamou para fora, pois sua missão não havia acabado. Ele precisava deixar um legado na terra. O Espírito Santo direcionou Elias até Eliseu.

2 Rs 2:1-11. Ele desejou o que havia de melhor em Elias, uma porção dobrada da sua unção.

2 Rs 2:12-15. Os milagres de Elias duplicaram na vida de Eliseu.

·        Paulo e Timóteo (paternidade espiritual)

Paulo estava preso em Roma quando escreveu sua segunda carta ao jovem ministro Timóteo. Ele queria animá-lo em seu trabalho ministerial, mas também expressou o seu desejo que Timóteo fosse logo a Roma levando-lhe o consolo da sua companhia.

2 Tm 1:1-8, 13-15. Relacionamento de pai e filho. Uma relação de afeto e intercessão (Vv.3), intimidade (Vv. 4 – conhecia suas lágrimas) e motivação para cumprir o propósito (Vv.6).

2 Tm 2:1-2. Deixar um legado a outros.

1 Tm 4:14. Transferência de unção.

2 Tm 4:9,21. Essa amizade foi chave para encorajar Paulo em momentos difíceis, mas também permitiu o discipulado, a reprodução do ministério do apóstolo na vida de Timóteo.

·        Rute e Noemi

Rute 1:1-22. Rute e Noemi compartilhavam uma grande dor. Noemi era viúva, e agora chorava a morte de seus dois filhos. Rute, sua nora, estava de luto também. Elas foram para a cidade de Belém, em Israel. Suas trajetórias eram diferentes: Noemi voltava para casa, enquanto Rute estava indo para o desconhecido, pois deixava para trás sua terra, família, costumes e até os seus deuses.

·        Jesus e os discípulos

Mateus 4:18-22. A chamada dos primeiros discípulos.

Mateus 10:1-42. A missão dos 12 discípulos.

João 15:13. Ele demonstrou o valor de uma amizade sincera quando deu sua vida em favor dos seus amigos.


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